VEJA O QUE MUDA
Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer nesta quarta
Reformulação atualiza os limites de renda e o valor máximo dos imóveis

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil passam a oferecer, a partir desta quarta-feira, 22, financiamentos imobiliários com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida. As mudanças ampliam o alcance do programa, permitindo a compra de imóveis de até R$ 600 mil por famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.
A reformulação atualiza os limites de renda e o valor máximo dos imóveis em todas as faixas, o que facilita o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas, mantendo taxas de juros inferiores às do mercado tradicional. Segundo o governo federal, cerca de 87,5 mil famílias devem ser contempladas com as novas condições.
Confira as novas faixas de renda
Área urbana
- Faixa 1: passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200, um aumento de 12%
- Faixa 2: passa a atender famílias com renda de R$ 3.200,01 até R$ 5 mil ;
- Faixa 3: passa a atender famílias com renda de até R$ 5.000,01 até R$ 9.600
- Faixa 4: passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil.
Área rural
- Faixa Rural 1 - renda bruta familiar anual até R$ 50.000,00;
- Faixa Rural 2 - renda bruta familiar anual de de R$ 50.000,01 até R$ 70.900,00;
- Faixa Rural 3 - renda bruta familiar anual de R$ 70.900,01 até R$ 134.000,00
O que mudou para cada faixa de renda
As mudanças para famílias que se encaixam na faixa 1, levou em consideração o reajuste do novo salário mínimo para R$ 1.621. Uma forma de que esse público se situe próximo a dois salários mínimos.
Na prática, famílias cuja renda é de cerca de R$ 2.900, menos de dois salários mínimos no valor atual, estavam enquadradas na faixa 2 do programa e com isso, passam agora para a faixa 1 e terão acesso a juros mais baixos e sucessivamente.
As novas regras, que agora aplicam juros mais baixos às famílias que se encaixam em novas faixas de renda, têm o objetivo de facilitar a capacidade de financiamento aos brasileiros.
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Por exemplo, uma família que tem renda mensal de R$ 4.900 migrará da faixa 3 para a faixa 2, e passará a pagar o financiamento a uma taxa de juros de 6,5% a.a. Isso amplia a capacidade de financiamento de imóveis que custam até R$ 202 mil
O teto do valor dos imóveis das faixas 3 e 4 também foram ampliado, de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil, respectivamente. O valor máximo dos imóveis nas faixas 1 e 2 já tinha sido aprovado em 2025 e entrou em vigor em janeiro.
Quais os requisitos
- Não possuir imóvel em seu nome, nem financiamento ativo pelo SFH, e não ter sido beneficiado antes por outro programa habitacional;
- Morar na cidade onde quer comprar o imóvel ou comprovar vínculo;
- Ser maior de 18 anos (ou emancipado) e ter capacidade civil para assinar contrato;
- Não ter restrições relevantes de crédito e estar em dia com obrigações públicas;
- Não ser funcionário da Caixa Econômica Federal;
- Comprovar renda compatível com as parcelas do financiamento.
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