ECONOMIA
Exportações do Brasil batem recorde de US$ 349 bilhões em 2025
Queda de 6,6% nas vendas para os EUA reflete tarifas protecionistas de Trump

Por Isabela Cardoso

O Brasil encerrou o ano de 2025 com um desempenho histórico em seu comércio exterior. Segundo dados da Balança Comercial divulgados nesta terça-feira, 6, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), as exportações brasileiras atingiram o recorde absoluto de US$ 349 bilhões, o melhor resultado da série histórica desde o início da medição, em 1989.
O montante superou em US$ 9 bilhões o recorde anterior (2023) e registrou uma alta de 3,5% em comparação a 2024. Apenas em dezembro, a balança comercial registrou um superávit de US$ 9,6 bilhões, impulsionado pela força da indústria de transformação e do setor extrativista.
O "Efeito Trump" e a retração no mercado americano
Apesar do otimismo global, o comércio com os Estados Unidos apresentou sinais de alerta. As exportações para o país norte-americano caíram 6,6% em 2025, fechando o ano em US$ 37,7 bilhões (contra US$ 40,3 bilhões no ano anterior).
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Analistas e o próprio MDIC associam esse recuo à política protecionista do presidente Donald Trump. A imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros específicos elevou os custos operacionais, prejudicando a competitividade do empresário nacional e encarecendo o consumo final nos EUA.
Radiografia de dezembro: os motores da economia
O último mês de 2025 consolidou o Brasil como um player global diversificado. A indústria de transformação liderou as vendas externas com US$ 17,4 bilhões, seguida pela indústria extrativa (US$ 7,8 bilhões) e pelo agronegócio (US$ 5,7 bilhões).
No mapa das exportações, a Ásia segue como o principal parceiro comercial do Brasil, absorvendo US$ 12,6 bilhões em produtos brasileiros apenas em dezembro. A Europa aparece em segundo lugar (US$ 5,6 bilhões), superando a América do Norte (US$ 4,8 bilhões) no fechamento do ano.
Do lado das importações, o Brasil movimentou volumes expressivos para abastecer sua produção interna. Em dezembro, o destaque foram os bens intermediários, com US$ 11,9 bilhões, sinalizando que a indústria nacional continua importando componentes para transformar e reexportar, mantendo o ciclo econômico aquecido.
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