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Bares e restaurantes operando em prejuízo atingem maior índice

Mais de 800 estabelecimentos trabalharam no vermelho em fevereiro deste ano

Da Redação
Por Da Redação
Os estabelecimentos seguem com dificuldades de ajustar os preços do cardápio
Os estabelecimentos seguem com dificuldades de ajustar os preços do cardápio - Foto: Foto: Rafaela Araújo | Ag. A Tarde

Mais de 800 bares e restaurantes brasileiros estavam operando no vermelho em fevereiro, segundo apontou pesquisa da Abrasel, realizada em março deste ano. Isso representa 31% dos estabelecimentos participantes do estudo, contra os 38% dos locais que estão em equilíbrio financeiro.

Queda das vendas no mês (76%), redução do número de clientes (66%) e custo de alimentos e bebidas (42%) estão entre os três principais fatores responsáveis pelo resultado negativo de bares e restaurantes.

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"Os números recentes revelados pela pesquisa são preocupantes para o setor de bares e restaurantes. Com 31% das empresas operando no vermelho, enfrentamos desafios significativos. Em janeiro houve queda nas vendas, com ligeira recuperação em fevereiro por causa do carnaval, mas que não foi percebida como uma retomada pelos estabelecimentos", diz Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

De acordo com a pesquisa, os estabelecimentos seguem com dificuldades de ajustar os preços do cardápio acima do índice geral: 19% reajustaram o cardápio abaixo da inflação; 35% reajustaram, mas somente para acompanhar a inflação; 37% não conseguiram reajustar os preços e apenas 9% reajustaram acima do índice.

"Além disso, a dificuldade em ajustar os preços do cardápio para recuperar perdas é um desafio adicional, junto com o alto endividamento, já que quase 40% do setor tem dívidas atrasadas”, continua Solmucci.

Em contrapartida, 31% dos estabelecimentos tiveram lucro, o que representa uma queda de quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

A entidade contratou um estudo da Fundação Getúlio Vargas para diagnosticar um plano para resgatar o resultado positivo do setor, em função dos problemas crônicos que persistem desde a pandemia. “Isso vai se aprofundar nas causas das dificuldades que o setor vem enfrentando, já propondo caminhos e medidas que podem ser tomadas para resolvê-las de vez”, completa Solmucci.

A pesquisa indicou que 39% das empresas têm dívidas em atraso. Os impostos federais lideram a lista de pagamentos atrasados (72%), seguido de impostos estaduais (50%), empréstimos bancários (37%), encargos trabalhistas/previdenciários (29%), serviços públicos (29%), fornecedores de insumos (24%), taxas municipais (23%), aluguel (18%), fornecedores de equipamentos e serviços (11%), e empregados (5%).

Reforço da mão de obra

Apesar dos desafios enfrentados pelos estabelecimentos, um quarto dos empreendedores pretendem contratar no primeiro semestre do ano (25%); 51% vão manter o quadro de funcionários e apenas 16% devem demitir. A tendência é de que essas novas vagas visam suprir a alta demanda das duas datas mais rentáveis para o setor: Dia dos Namorados e Dia das Mães.

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