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PESOU NO BOLSO

Alta do gás de cozinha preocupa comerciantes: "Todo mundo perde"

Portal A TARDE foi às ruas de Salvador ouvir quem depende do insumo para trabalhar e quem sente o peso no almoço fora de casa

Valdomiro Neto
Por Valdomiro Neto
Botijões de gás de cozinha
Botijões de gás de cozinha - Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

A população baiana acordou na manhã desta quarta-feira, 1, com uma surpresa indigesta. O reajuste de 15,3% no preço do gás de cozinha (GLP) já reflete nas revendas, podendo levar o botijão de 13kg ao valor recorde de R$ 165 em algumas regiões do estado.

O portal A TARDE foi às ruas de Salvador para entender o impacto que esse aumento traz na vida de quem depende da cozinha para tirar o seu sustento. E entender como essa alta chegará no bolso do consumidor final.

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O "jogo de cadeiras" dos autônomos

Para não fechar o mês no vermelho, Alan explica que é preciso estratégia. "Tentamos não repassar a curto prazo, seguramos o máximo. Acreditamos que pode ser uma questão política contornada a qualquer momento, então preferimos que doa um pouco no nosso bolso do que perder o cliente", revela.

Alan, vendedor de marmitas de lasanha
Alan, vendedor de marmitas de lasanha - Foto: Valdomiro Neto / Ag. A TARDE

Reflexo no prato do consumidor final

Para Danielle, o impacto é sentido na rotina de quem não tem tempo de cozinhar em casa. Com o aumento do custo para os restaurantes e vendedores de quentinhas, o preço final do almoço na rua deve subir em breve.

"Já é caro almoçar fora todos os dias. Com esse aumento, vai pesar muito para quem depende da alimentação na rua", afirma Danielle, reforçando que o repasse de custos acaba sendo inevitável para que os estabelecimentos sobrevivam.

Danielle, vendedora de marmita
Danielle, vendedora de marmita - Foto: Valdomiro Neto / Ag. A TARDE

Impacto direto no dia-dia do consumidor final

Para Danielle, a alta no preço do gás de cozinha impacta diretamente o bolso do consumidor final que depende de almoçar fora de casa por conta da rotina corrida.

"Para o consumidor já é um pouco caro estar todo dia almoçando em rua, todos os dias fazendo café da manhã, almoço e jantar na rua já é um pouco caro, e a gente ainda tendo que subir isso mais, eu acho que vai pesar muito para as pessoas que se alimentam na rua."

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Danielle também considera ter que repassar o valor de maneira equilibrada para o consumidor final, em busca de equilíbrio na conta do mês.

"Se o aumento for muito, tem que repassar, porque senão no final do mês a conta não fecha a conta, ai tem que repassar".

Danielle, vendedora de marmita
Danielle, vendedora de marmita - Foto: Valdomiro Neto / Ag. A TARDE

Diferença de preço para o consumidor

Apurado pela reportem do portal A TARDE, Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas) destacou que "a partir de hoje (quarta, dia 1/4), o consumidor irá encontrar o gás mais caro, em torno de R$ 8 e R$ 10".

Nota da Acelen sobre a alta do gás de cozinha

A Acelen, empresa que comanda Refinaria de Mataripe, que é o principal centro de produção de combustível no estado da Bahia. enviou uma nota para o portal A TARDE explicando sobre o aumento do preço do insumo.

A Acelen, empresa de energia proprietária da Refinaria de Mataripe, informa que houve reajuste no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), neste 1º de abril, para as distribuidoras.

GLP – aumente de 15,3% para as distribuidoras.

Os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe para as distribuidoras seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo.

A empresa possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado.

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economia gás de cozinha reajuste Salvador

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