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ENTREVISTA

“Ponto de partida”, diz Guerreiro sobre investimento em artes cênicas

Iniciativa visa destacar a relevância da capital baiana como celeiro artístico e cultural no cenário nacional

Edvaldo Sales
Por Edvaldo Sales
Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM)
Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM) - Foto: Edvaldo Sales | Ag. A TARDE

O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, afirmou que o programa de fortalecimento das artes cênicas para 2025, lançado pela Prefeitura de Salvador nessa terça-feira, 10, é um “ponto de partida”.

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A iniciativa visa destacar a relevância da capital baiana como celeiro artístico e cultural no cenário nacional. Entre as ações anunciadas, está um edital de apoio à montagem, difusão e manutenção de espetáculos profissionais, com investimento municipal de R$2 milhões.

“Percebemos que a gente já tem uma política muito forte para o audiovisual, para a música e para as artes plásticas, e a gente precisava dar uma atenção para o teatro e a dança, principalmente o teatro e a dança profissionais, que hoje a gente pode pensar que eles precisam desse reforço, porque já foram referência no Brasil”, disse Guerreiro em entrevista ao Portal A TARDE nesta quarta-feira, 11.

O teatro baiano já estourou no Brasil inteiro e agora, com o Torto Arado, volta a ser um protagonista. Então, a gente criou, na verdade, um ponto de partida.

Fernando Guerreiro - presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM)

Fernando Guerreiro pontuou que a FGM está começando uma política tanto de isenção de pauta nos espaços, “que é muito importante, porque isso reduz muito o custo, como um apoio de até R$ 250 mil para espetáculos de dança e teatro”.

“É um chamamento, esse valor pode ser de R$ 100 mil, R$ 170 mil, a depender da necessidade de cada grupo”, completou.

Além do edital de apoio aos espetáculos profissionais, as ações incluem um prêmio para o reconhecimento de trajetórias consagradas no setor, a isenção de pautas nos espaços culturais da FGM, o novo calendário do Curto Circuito das Artes, com diferentes linguagens artísticas, mais uma edição do Clube da Cena e o edital 2025 do Viva Cultura, que investiu mais de R$6,8 milhões nos últimos dois anos.

Além disso, como um reconhecimento à atriz, diretora e produtora Yumara Rodrigues, falecida no último dia 2 de novembro, a FGM decidiu nomear uma das salas do Boca de Brasa do Centro em homenagem à artista. O espaço, que funciona no antigo hotel Castro Alves, na Barroquinha, também oferece à classe artística soteropolitana outra sala de ensaios gratuita, batizada em homenagem a Harildo Deda, ator e diretor teatral falecido em setembro do ano passado.

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