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Mais vagas: Bahia celebra 18 anos do Ouro Negro com maior investimento da história

Investimento recorde vai beneficiar blocos, afoxés, grupos de samba e reggae em festas populares

Beatriz Santos
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| Atualizada em
Em 2026, serão selecionados 138 projetos
Em 2026, serão selecionados 138 projetos - Foto: Divulgação

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-BA), lançou nesta sexta-feira, 26, o Edital Ouro Negro 2026, com aporte recorde de R$ 17 milhões para apoiar entidades culturais de matrizes africanas.

O valor representa R$ 2 milhões a mais que em 2025 e marca os 18 anos de história do programa. O evento aconteceu na Praça Tereza Batista, no Pelourinho, e reuniu representantes das agremiações contempladas.

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Ampliação de alcance e investimento

Neste ano, serão selecionados 138 projetos, um aumento em relação aos 112 de 2025, beneficiando 120 entidades culturais, 20 a mais que no ano anterior. Entre as mudanças, estão a simplificação na entrega de documentos de habilitação e a inclusão de uma nova faixa de valor de R$ 300 mil.

“O Edital Ouro Negro é uma política pública que reafirma a força e a centralidade das culturas negras na identidade da Bahia. Ao ampliar o investimento e garantir a participação de blocos e entidades de matrizes africanas no Carnaval de Salvador, no Micareta de Feira de Santana e em festas populares, o Governo do Estado valoriza tradições, fortalece o legado dos nossos ancestrais e promove a igualdade racial por meio da cultura", destacou a secretária de promoção da igualdade racial e dos povos e comunidades tradicionais da Bahia, Ângela Guimarães.

É um momento histórico de reconhecimento e de celebração da diversidade que faz da Bahia e referência mundial”, completou.

Apoio às festas populares

Os recursos do Edital Ouro Negro asseguram a participação de grupos nos desfiles do Carnaval de Salvador e em outras cinco festas populares: Lavagem do Bonfim, Lavagem de Itapuã, Lavagem de Purificação (Santo Amaro), Micareta de Feira de Santana, Festa de Reis de Cachoeira e Carnaval do Interior. Serão contempladas entidades como blocos afro, afoxés, de índio, samba e reggae.

“A partir do diálogo, da experiência e dos resultados que esse programa gera, o Governo do Estado amplia, mais uma vez, o Ouro Negro, garantindo a preservação da história e ancestralidade do povo baiano no carnaval e nas festas populares”, comentou o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro.

Processo seletivo e critérios

Para o Carnaval de Salvador, os projetos deverão propor desfiles em pelo menos um dos oito circuitos oficiais, enquanto para as demais festas será exigido desfile em circuito oficial correspondente.

A seleção ocorrerá em duas etapas: mérito, que analisará portfólio, histórico da entidade, relevância sociocultural, participação em festas populares e atuação comunitária, incluindo diversidade no quadro diretivo; e habilitação documental, com apresentação de documentação jurídica, fiscal, bancária, social e trabalhista.

A construção do edital contou com consulta pública entre 11 e 20 de agosto, com a participação de 63 representantes da sociedade civil, artistas, produtores culturais e lideranças de entidades.

História do Ouro Negro

Criado em 2008, o Programa Ouro Negro consolida o compromisso do Governo do Estado, por meio da Secult-BA e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), de fortalecer manifestações da cultura afro-brasileira.

O edital concede apoio financeiro a blocos afro, afoxés, grupos de samba, reggae e blocos de índio, sendo reconhecido e ampliado pela Lei nº 13.182/2014, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia.

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