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Circo Picolino apresenta festival com mistura de técnicas; confira

‘Viva o Circo’ acontece neste final de semana

Israel Risan*
Por Israel Risan*
Nana Porto
Nana Porto - Foto: Nti Uirá | Divulgação

O Circo Picolino celebra 39 anos com o festival Viva o Circo neste final de semana. O evento reúne espetáculos, performances, vivências artísticas e atividades culturais que destacam a relevância do picadeiro como espaço de formação e produção das artes circenses na Bahia. A celebração, que começou ontem (13), marca também a inauguração de uma nova lona em tom rosa-lilás, símbolo da feminilidade que permeia o circo. Programação vai até domingo (15).

O picadeiro rosa já recebeu ontem o espetáculo Os Saltimbancos, da Companhia de Circo Pétalas ao Vento. A adaptação circense da fábula alemã misturou técnicas como acrobacia, malabares e palhaçaria, além de elementos do hip hop. Para Lara Böker, uma das diretoras, o trabalho ressignifica temas como protagonismo feminino e precarização do trabalho, aproximando-os do público contemporâneo.

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Ainda à noite, houve a Mostra das Oficinas Picolino, que apresentou números de alunos e artistas residentes em modalidades como tecido acrobático, lira e acrobacia de solo. Além do espetáculo Amado Movimento, dirigido por Doug Rodrigues, que encerrou a noite com uma homenagem ao cantor Mateus Aleluia e reflexões sobre as nuances da vida por meio do tecido acrobático.

A programação de hoje (14) começa às 18h, com Invertido - Uma performance circense em Realidade Virtual, do artista Yerko Haupt. A obra combina técnicas circenses com tecnologia de vídeo em 360°, oferecendo ao público uma nova perspectiva. “A iniciativa busca explorar a poesia visual do circo e seus diálogos com outras linguagens”, destaca Yerko.

Às 19h, a Mostra das Oficinas retorna com novos números, seguidos pelo espetáculo de variedades circenses do Espaço Núcleo de Circo, às 20h30. Essa apresentação reúne diferentes técnicas e estilos, criando uma experiência diversificada para o público.

O encerramento do festival acontece no domingo, dia 15, com um dia de práticas e vivências circenses, a partir das 10h. Artistas e público terão a oportunidade de interagir em um ambiente colaborativo. Às 13h, será servido um almoço coletivo, seguido por um banho de mangueira, atividade que reforça o caráter comunitário do evento.

A tarde do último dia será marcada pelo Encontro Festivo para Artistas de Salvador, uma jam que combina música e improvisação circense. Essa atividade, prevista para às 15h, celebra a união entre os artistas locais e reforça a troca de experiências no cenário cultural baiano.

Ao longo de 2024, o Circo Picolino desenvolveu uma ampla programação com oficinas, espetáculos e workshops. Muitas dessas atividades foram gratuitas ou a preços acessíveis, reafirmando o compromisso social do picadeiro. O projeto “Celebrar os 40 buscando outros 40” é uma das iniciativas que garantem a continuidade dessas ações, com apoio da FUNARTE por meio do Programa de Ações Continuadas - Espaços Artísticos.

Com quase quatro décadas de existência, o Circo Picolino se consolidou como um espaço de formação artística e transformação social.

Segundo Luana Tamaoki, o Picolino não é apenas um lugar de apresentações, mas um espaço de pertencimento e criação coletiva.

Além de celebrar o circo, o festival busca refletir sobre as possibilidades da arte no contexto atual. “É uma forma de mostrar a relevância do circo como linguagem viva e adaptável, capaz de dialogar com questões contemporâneas”, considera Luana.

A nova lona do circo, instalada este ano, simboliza o início de um novo ciclo. Com um tom rosa-lilás, ela reflete a feminilidade que sempre esteve presente no picadeiro, seja na escolha dos espetáculos ou na condução do espaço. “Essa escolha reforça nossa identidade e celebra quem somos”, explica Luana.

O Circo Picolino também atua como um espaço de resistência cultural em Salvador, promovendo acessibilidade e formação em artes circenses.

O impacto dessa atuação vai além do picadeiro, influenciando diversas áreas da cena artística local.

A programação do festival reflete a diversidade de linguagens e a riqueza do circo como arte. Ao trazer espetáculos de diferentes estilos e temáticas, o evento reforça a importância de espaços como o Picolino para a cultura baiana.

Programação de Natal

Encerrando as atividades de 2024, o Circo Picolino apresenta o Auto de Natal da ONG Bumbá, grupo residente. Entre os dias 19 e 22 de dezembro, às 19h, será encenada a peça A Fábula de Um Mundo Real, dirigida por Eugênio Lima. A montagem, que aborda temas sociais por meio de uma narrativa mágica, conclui o ano com uma mensagem de esperança e transformação.

“É um momento celebrativo, no qual fechamos ciclos e esperançamos novos rumos, e essa atmosfera da busca pelo novo nos faz olhar para trás, para o que passou, mas se desafiando para o que virá, e essa montagem fala da esperança que devemos ter em novos tempos, em transformação social, em novas oportunidades de viver sonhos individuais e coletivos, em contagiar a terra inteira de felicidade”, compartilha Eugênio.

Viva o Circo / Hoje (18h) e amanhã (a partir das 10h) / R$ 15 (individual) e R$ 20 (casadinha) / Vendas: WhatsApp 71 98770 4264

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.

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