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Projeto ambiental  limpa mar da baía

Confira a coluna Tempo Presente deste sábado, 3

Da Redação, com Paulo Leandro
Por Da Redação, com Paulo Leandro
Imagem ilustrativa da imagem Projeto ambiental  limpa mar da baía
Foto: Freepik/Divulgação

O campeão de longboard (pranchão) Bernardo Mussi comemorou com os voluntários do projeto Fundo da Folia a realização de 70 ações de retirada de lixo, entre plásticos, vidros e latas, em mergulhos no ambiente marinho de Salvador.

O número representa 15 ações a mais em relação a 2024, superando a meta estabelecida de 60 para o ano passado, revelando assim a motivação de mergulhadores e mergulhadoras reunidos por Bernardo Mussi.

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Conhecido por Bonga, apelido dos tempos de campeão de pranchão, o ativista ambiental é responsável por organizar a equipe visando reduzir os danos para o ecossistema de parte da Baía de Todos-os-Santos, protegendo sua biodiversidade.

Ao preencher a lacuna deixada pelo poder público e órgãos federais, o projeto coordenado por Bonga é uma das raras ações desenvolvidas pela sociedade civil no sentido da preservação da fauna e da flora marinhas.

O campeão brasileiro de pranchão tem concentrado suas atividades ecológicas e pacifistas na região próxima à Barra, onde nasceu a ideia do projeto, na época de Carnaval, daí a referência à folia na denominação.

– O significado dessa marca vai muito além dos números, já que somos um projeto totalmente voluntário – ressaltou Bonga.

Bonga não economizou entusiasmo ao compartilhar o feito com os 150 membros do cibergrupo Kirimure, voltado para discutir ideias sobre os cuidados com a Baía de Todos-os-Santos.

Segundo o campeão e ativista ambiental, “na verdade, não dá para mensurar o que fizemos, e estamos muito orgulhosos por termos feito algo bom, virtuoso e saudável para a nossa cidade”.

“Almoço a R$ 470, porção de peixe a R$ 400. Não é turismo, é teste de resistência econômica”. “Turista vai a Búzios, pede petisco e quase precisa parcelar a merenda”

Banhistas criticando, em rede social, preços exorbitantes cobrados em barracas de praia de Búzios, no Rio de Janeiro

Festa dos Santos Reis

Tem início hoje às 10h, com o Bando Anunciador, seguido da Celebração Eucarística (19h) o Tríduo preparatório da Festa dos Santos Reis 2026, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no bairro Lapinha, em Salvador. Uma das mais tradicionais manifestações religiosas e culturais da capital baiana, a festa tem seu ponto alto no dia 6 de janeiro, Dia de Reis.

Com o tema “A Lapinha em festa nos passos dos Santos Reis, anuncia o Salvador que conheceis!”, a programação que vai de hoje até o dia 6 reúne momentos de oração, celebrações litúrgicas e expressões da religiosidade popular.

Livro das baianas

A força da ancestralidade feminina relacionada à figura da baiana típica, com seu torço, bata e sais rodadas de renda, está representada no livro Baianas – Rituais, Símbolos e Fé, disponível para aquisição pela internet. Ao buscar contato com a editora, no endereço sobregentes.com.br., é possível verificar a articulação do trabalho com outras histórias transformadas em livros, na perspectiva de conexão entre variados grupos sociais.

Editado por Dan Maior, com seleção dos trabalhos por Reinaldo Giarola e Celo Hermida, o livro das baianas chama a atenção pelo grande e valoroso grupo reunido para o trabalho: 28 artistas, entre fotógrafos, artistas plásticos e até ceramistas. O objetivo é louvável sob todos os primas, destacando-se a baiana como guardiã de saberes e da fé capaz de atravessar gerações, articulando os conceitos de feminino, sagrado e ancestralidade.

Embora não tenha uma participação intencional na pesquisa acadêmica, o livro inspira aspectos estudados agora no Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Mulher (Neim) da Universidade Federal da Bahia. Ricamente ilustrado com imagens voltadas para dar maior valor à figura da baiana, o livro chega em boa hora para fortalecer a luta da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivos da Bahia.

Patrimônio Imaterial da Bahia e do Brasil, o acarajé vem sofrendo racismo culinário, ao ter alterado seu nome e alguns de seus complementos, além de vendedores e vendedoras não se vestirem nos trajes consagrados na tradição afrobaiana. Em uma rápida amostragem, quem anda hoje entre a Praça da Sé e o Campo Grande, só encontra uma única e escassa baiana vestida como tal.

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