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Por *REDAÇÃO, COM PAULO LEANDRO

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Publicado terça-feira, 20 de janeiro de 2026 às 2:36 h | Autor:

Polícia procura quem pichou terreiro angola

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A Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) está investigando a denúncia de intolerância contra o terreiro angola Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza, em Cajazeiras 11.

A equipe comandada pelo delegado de polícia Ricardo Amorim chegou ao endereço tão logo confirmou a informação das pichações nas paredes da entrada do espaço sagrado e religioso.

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O terreiro tem como atual liderança o Tatetu dya Nkisi, correspondente ao cargo de zelador de Orisà, também chamado Mametu no candomblé angola, fortemente influenciado pela comunicação com a natureza e a ancestralidade.

Uma nota oficial do terreiro manifestou o veemente repúdio ao ato de racismo religioso e intolerância, ocorrido no sábado 17, quando supostos evangélicos atacaram o candomblé.

Para os adeptos do culto angola, a ação vai muito além de uma ofensa a uma comunidade religiosa, alcançando a dimensão política como ataque direto à liberdade de crença.

O direito constitucional de culto e a dignidade das religiões de matriz africana saíram vilipendiados pelo crime motivado por ódio religioso, reforçando estigmas e incitando a violência simbólica, acrescenta o povo angola, na nota.

-Ressaltamos que o Estatuto da Igualdade Racial e a Constituição Federal asseguram a todas e todos o direito ao livre exercício de sua fé, sem perseguições ou ataques”, afirmam os religiosos afro baianos.

Assim como foi registrado anteriormente, em ações similares de intolerância, a comunidade agredida pede à polícia, tão somente, a aplicação da lei no sentido de se conseguir uma rara punição para quem comete racismo ou injúria racial.

ABRE ASPAS

“Às vezes, eu vejo uma pessoa: ‘Você não tem receio de uma nova Lava Jato?’ [diante do caso do Banco Master]. Isso vai ser pretexto para a gente não combater um crime que está diante dos nossos olhos? Não dá”

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, ao Portal UOL, defendendo as investigações de autoridades

Interior na lista tríplice

Pela primeira vez um advogado do interior da Bahia, oriundo da região cacaueira, está próximo de ser escolhido desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) pela vaga do Quinto Constitucional destinada à OAB. Trata-se de Marcos Flávio Rhem da Silva, ilheense, com mais de 37 anos de militância na Justiça do Trabalho. Marcos Flávio superou as várias etapas do processo de escolha e foi aprovado pelo Conselho da OAB/BA, eleito pela classe com significativa votação e, recentemente, teve seu nome incluído na lista tríplice definida pelo Pleno do TRT5. Agora, a expectativa é pela decisão final da Presidência da República.

Filhas de Gandhy louvam asé de orixá do tambor

O culto ao orixá Ayon, o deus do tambor,vai conduzir o Carnaval das Filhas de Gandhy, nascidas da costela do famoso afoxé onde os homens barganham beijos em troca de colares nas cores azul e branco.

Criado há 46 anos, o Filhas de Gandhy reivindica com razão seu lugar de fato e de direito: pioneira organização feminina a bater tambor em Salvador, ainda em 1978, plena ditadura e muito antes da banda Didá e dos estudos de teorias feministas.

Este ano, a ideia é multiplicar olhares sobre tambores de quatro continentes, o tabla hindu da Índia; o batá africano; o oyapé dos originários; os sagrados rum, rumpi e lê afro brasileiros; e o tambor xamânico da Europa, antes de ir aos EUA.

São mil mulheres levando para as ruas o lado feminino de uma entidade fundada no machismo mais arraigado da estiva de Salvador; o objetivo maior é ocupar o espaço de quem se vê proibida de tocar os atabaques nos terreiros.

- Por uma questão relacionada à biologia do ciclo menstrual e suas místicas, não se discute a proibição, mas vamos mostrar que sabemos tirar muito bom som dos tambores feitos de matrizes naturais”, afirma a organizadora do desfile multicultural, Silvana Magda Linch, radicada em Nova Iorque há 42 anos.

Dançarina de ofício, Silvana desenvolve uma filosofia do tambor, ao dar o maior valor à combinação de energias da pulsão de vida das religiões afro: o couro é a vida; o ferro vem da terra; e tem a madeira, os três itens do instrumento divinal.

Filha da presidenta do Filhas, Glicéria Vasconcelos, a dançarina Silvana programou audições para verificar melhor os talentos das baianas a fim de definir sua seleção, levando em conta o asé do pouco conhecido orixá Ayuan.

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