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MADE IN BAHIA

Invista em Salvador!

Confira a coluna Made In Bahia

Luiz Marques
Por Luiz Marques
Luiz Marques, Sócio Diretor do IEAG – Instituto de Economia e Análise Gerencial, Consultoria e Treinamento
Luiz Marques, Sócio Diretor do IEAG – Instituto de Economia e Análise Gerencial, Consultoria e Treinamento - Foto: Divulgação

O Business Bahia, comunidade com mais de 250 influentes gestores e empresários baianos lançará amanhã, a campanha Investe Salvador. O objetivo do grupo é aprofundar o interesse empresarial local em conhecer melhor as oportunidades de negócios e os benefícios fiscais que estão sendo oferecidos pela administração municipal para investimentos em Salvador. O Business Bahia foi o responsável pela criação do Selo Made in Bahia que valoriza os produtos e serviços baianos, e que se transformou em Lei, e agora com a Investe Salvador o grupo pretende mobilizar a comunidade empreendedora soteropolitana.

Em linhas gerais os benefícios abrangem o Programa de Incentivo às Atividades Econômicas Imobiliárias, o Renova Centro e o Polo Logístico de Valéria, que são ações que tendem a aumentar a geração de empregos no município – e a melhoria da qualidade de vida e do ambiente urbano, no caso do Renova Centro. O Programa de Incentivo a Feiras e Congressos, o Procultura e o Proturismo, que tendem a atrair ainda mais turistas para a nossa capital. E, por fim, o PPI, que refinanciou o passivo tributário de pessoas e empresas, buscando a redução dos custos de transação.

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A decisão estratégica da gestão municipal de Salvador em implementar os Programas de Incentivos às Atividades Econômicas, acima citados, se destaca, e deve ser entendida como um esforço em captar para a capital baiana linhas de investimento e geração de empregos.

Salvador tem perdido peso relativo ao longo das últimas décadas. De acordo com o IBGE, a capital baiana perdeu posição no ranking de maiores PIBs municipais no estado desde 2012: em 2020 a capital baiana respondia por 19,3% do PIB do estado, mas em 2021 esse índice caiu para 17,9%.

Esse fenômeno pode ser explicado devido à baixa industrialização da capital baiana, ao crescimento da economia agrária no oeste do estado e ao fortalecimento de atividades industriais em municípios no seu entorno, como Camaçari, Simões Filho e Candeias. Ademais a posição geográfica de Salvador a dificulta a ser um polo natural de logística, tal como Feira de Santana ou demais cidades nordestinas.

Nossa economia se especializou no turismo e na prestação de serviços, que, apesar de serem atividades geradoras de emprego, são setores de baixa produtividade por trabalhador e de menores salários do que os observados no setor industrial.

É nesse contexto que a ação estratégica da Prefeitura em implementar ações que estimulem o investimento privado devem ser entendidas e defendidas. São ações que em seu conjunto irão estimular a economia da cidade e gerar postos de trabalho. Bola dentro para a Prefeitura, já que o que buscamos é uma cidade mais dinâmica e com melhor qualidade de vida.

Luiz Marques é Sócio Diretor do IEAG – Instituto de Economia e Análise Gerencial, Consultoria e Treinamento

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