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Empreender na Bahia: Liderança, Cultura e os Limites Econômicos

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Agda Lima
Por Agda Lima
Imagem ilustrativa da imagem Empreender na Bahia: Liderança, Cultura e os Limites Econômicos
Foto: Divulgação

O cenário empresarial baiano em 2025 pode ser compreendido não apenas por indicadores econômicos, mas pela forma como valores culturais, narrativas sociais e decisões institucionais moldam o comportamento de quem empreende. Sob o viés cultural, empreender não é apenas um ato econômico, mas uma resposta contínua a sistemas simbólicos que definem risco, sucesso e permanência sustentável.

Quando o Estado assume uma postura predominantemente arrecadatória, marcada por tributação elevada, instabilidade regulatória e gastos públicos pouco eficientes, cria-se um ambiente de tensão que ultrapassa o campo econômico. Essa pressão corrói a confiança, enfraquece o senso de pertencimento produtivo e altera a percepção de futuro do empresário. O conflito se amplia de o “quanto se paga” para “por que continuar”.

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Esse cenário se conecta à forma como políticas sociais de transferência de renda e proteção ao desemprego são estruturadas. É consenso que reduzir a miséria e a pobreza é um objetivo coletivo e inegociável. Programas de apoio à renda cumprem papel essencial ao garantir dignidade mínima e estabilidade social em contextos de vulnerabilidade. No entanto, isso NÂO elimina a necessidade de avaliação contínua e ajustes, sobretudo para que esses mecanismos permaneçam transitórios e alinhados ao incentivo ao trabalho formal.

Quando benefícios deixam de dialogar com políticas de empregabilidade, qualificação e inserção produtiva, cria-se um risco real: o de romper o vínculo entre esforço, trabalho e progresso. Para o empresário que enfrenta altos custos, insegurança jurídica e dificuldade de contratar, essa desconexão aprofunda a sensação de desequilíbrio entre quem sustenta o sistema e quem dele depende.

Decisões econômicas não são neutras. São permeadas por medo, expectativa e narrativa coletiva. Quando o discurso público evita debates racionais sobre eficiência do gasto, estímulo à formalização e responsabilidade fiscal, transfere-se ao setor produtivo o custo das distorções. O empresário deixa de pensar em expansão e passa a operar em modo defensivo, precisa sobreviver e não cresce.

Ainda assim, foi possível observar em 2025 uma liderança empresarial baiana resiliente.

Em 2026, três bússolas serão essenciais: eficiência operacional rigorosa, leitura assertiva de cenários e mentalidade global para diversificação de riscos. A permanência do capital produtivo na Bahia dependerá da coragem coletiva de enfrentar debates sensíveis com racionalidade e reconhecer que quem empreende não é obstáculo, mas parte central da solução econômica e social.

*CEO e Headhunter da Talento RH Executive Search & Outplacemen

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Tags

cultura empresarial economia baiana empreendedorismo liderança resiliente políticas sociais sustentabilidade

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