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Sob as bençãos de Santa Dulce o turismo só cresce em Castro Alves

Confira a coluna de hoje

Com colaboração de Marcos Vinicius
Por Com colaboração de Marcos Vinicius
Santuário da Santa Dulce em Castro Alves, nova atração
Santuário da Santa Dulce em Castro Alves, nova atração - Foto: Divulgação

Bom Jesus da Lapa, às margens do Rio São Francisco, sempre foi a estrela maior na atração de turistas na Bahia quando se fala em Semana Santa, mas novos nichos estão emergindo no turismo religioso e o principal deles é Castro Alves, com o Santuário da Santa Dulce.

Diz Thiancle Araújo, o prefeito de inauguração, em setembro de 2021, na plenitude da pandemia, que a ideia caiu como uma luva para Castro Alves.

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– Assim que a pandemia se esvaiu a coisa fluiu. Para se ter ideia, o mercado que sempre fechava aos domingos, agora é o inverso, está sempre aberto, para vender de tudo, de comida a artesanato.

Ivan Leão – E o pai da ideia foi o empresário Ivan Leão, devoto de Irmã Dulce, ainda hoje integrante do time que toca as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), e filho da terra, que puxou a santa para lá, segundo Thiancle.

– Na verdade foi Ivan Leão quem bancou tudo, a construção e afins. Deu esse presente maravilhoso para o município.

Foi Leão quem doou o mausoléu de Irmã Dulce. Ela ficou nele até se tornar santa, quando a Osid decidiu devolvê-lo, peça que ele pegou e colocou no Santuário em Castro Alves, hoje uma relíquia.

Boa Vista do Tupim, na Chapada, também construiu um Santuário de Santa Dulce dos Pobres, no assentamento de Canabrava, com o detalhe que ela virou padroeira do lugar. Helder Lopes, o Dinho, prefeito da época, contabiliza a obra como um dos seus grandes acertos.

Jerônimo e César Borges ficam lado a lado em Jequié

Adolpho Loyola, o secretário de Relações Institucionais do governo, diz que os contatos que Jerônimo tem tido com prefeitos adversários políticos ‘são só institucionais’. Pode ser, mas que tem rendido a ele bons dividendos políticos é certo como sem dúvida. Em Jequié ontem, onde viajou desde quinta e só volta amanhã, em encontro com o setor produtivo, Jerônimo sentou lado a lado com o prefeito Zé Cocá (PP) e o ex-governador César Borges, que foi muito afável com ele.

– É amigo, aberto, conversa fraterna. Eu não o conhecia, só quando ele foi secretário. E a partir do momento que trocamos alguns dados a minha admiração só cresceu.

Zé Neto entre os vice-líderes

Aliados do deputado federal Zé Neto (PT) em Feira de Santana se animaram com a indicação dele para ocupar uma das vices-lideranças num time que tem como líder José Guimarães (CE).

Depois que sofreu a sexta derrota na tentativa de ser prefeito de Feira, ano passado, Zé Neto ficou meio escanteado e agora tem a chance de voltar à cena. Bacelar (PV) e Lídice da Mata (PSB) já integraram o colegicado de vices.

Júnior Muniz vai para a China, mas sem desistir da vice na Alba

O deputado Júnior Muniz (PT) embarca hoje para a China acompanhando uma delegação de 20 empresários que fará visita a uma fábrica da BYD em Shenzhen.

Na Alba, se disse que foi uma saída que ele arranjou para desistir da candidatura a vice-presidente da Casa contra a colega de partido Fátima Nunes, mas Júnior afirma que a viagem está agendada há mais de 6 meses.

– Vínhamos programando a viagem até a obtenção dos vistos para entrar no país.

Nem por isso desistiu da candidatura na eleição marcada para terça, dia 15.

– Alguns colegas que me apoiam pediram que eu faça um ofício solicitando o adiamento da eleição.

Ele ficou de conversar com a presidente da Alba, Ivana Bastos, sobre o assunto, mas antecipou que não está vendo ‘boa vontade’ da parte dela no caso.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Cosme de Farias

Se vivo fosse, o Major Cosme de Farias teria completado 150 anos no dia 2 de abril e a data vem sendo celebrada nos núcleos culturais de Salvador, justíssima homenagem.

Conta Sebastião Nery que o Major, ainda jovem, mas já conhecido, foi escalado orador oficial do sepultamento, no Campo Santo, do ex-governador Luiz Viana, pai do também ex-governador Luiz Viana Filho. A inteligência vinha colada com bela fluência verbal, o que fizera dele, desde jovem um rábula, o que fazia o papel de advogado, sempre em favor dos sem nada, o que lhe deu o apelido de Pai dos Pobres.

E, no Campo Santo, o Major soltou o verbo:

— É tamanha a nossa orfandade que às vezes dá vontade de pedir a Deus para também irmos junto!

Atrás dele, o professor Herculano, famoso no Colégio da Bahia, soltou um espirro daqueles de estrondar quarteirão, o Major levou um susto, tropeçou no barro, quase cai na cova. Parou, olhou o céu com ar sério:

— Oh, Deus amado. Era só uma figura de retórica.

Cosme de Farias tinha 45 anos então. Viveu mais 52.

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