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LEVI VASCONCELOS

E as mulheres na política, como vão? Resistindo a desrespeitos em geral

Confira a coluna de Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos
Juliana Araújo, de Morro do Chapéu: apesar das agressões, sucesso na urna
Juliana Araújo, de Morro do Chapéu: apesar das agressões, sucesso na urna - Foto: Rafaela Araújo/ Ag. A TARDE

Nas eleições de 2020 a representação das mulheres na disputa para prefeita tinha 201 candidatas, 51 ganharam. Agora, em 2024, foram 181 candidatas e 59 venceram. Para vereadora, em 2020 foram 13.196 candidatas e 623 eleitas. Agora, 11.550 candidatas e 673 eleitas.

Ou seja, menos candidatas e mais mandatos, é bom ou mau sinal? Nas conversas com mulheres detentoras de mandatos, todas acham que o devido respeito ainda não chegou como deveria, nem na banda institucional e nem no trato pessoal.

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Que o diga a advogada Juliana Araújo (PSD), de Morro do Chapéu. Prefeita bem avaliada, disputou a reeleição e venceu com mais de 70% dos votos, mas não foi tudo em brancas nuvens.

– Muitas agressões de baixo calão, mentiras. Botaram até drone para me espiar, o que é invasão de propriedade. E teve até um que me apalpou o peito, tive que ir na polícia fazer BO.

Capital do vinho –Os acertos administrativos de Juliana incluem a abertura de nichos turísticos como a instituição da Capital do Vinho, via deputado Pedro Tavares (UB), contando com quatro vinícolas já implantadas, mais uma a ser inaugurada em março e outras três em andamento.

Tem mais, a Feira da Pecuária, o Festival de Inverno e o Disco Voador, que ela colocou no centro da praça, já que o município, na Chapada Diamantina, tem tradição de receber a visita de ETs, atraídos por diamantes.

Juliana diz que pegou um município totalmente bagunçado, arrumou a casa.

– Eu privilegiei o lado técnico, diziam que eu devia olhar o político. O povo mostrou que eu estava certa.

Vereadoras –Já entre as vereadoras, Edylene Ferreirinha (PSD), vereadora em Serrinha já no quarto mandato e presidente da Associação dos Vereadores da Bahia, diz que para além dos desrespeitos contra as mulheres, tem também a lei que impõe 30% das candidaturas femininas, nem sempre cumprida.

– Os relatos são terríveis, em todas as áreas. Mas os partidos também contribuem. Não repassam recursos para as mulheres e aí muitos têm problemas, porque botam mulher só para constar.

Ela ressalta que a maioria da população é de mulheres, mas pela questão de gênero, ainda enfrentam esses problemas.

– Eu acho que as mulheres deveriam incentivar mais as mulheres a entrarem na luta.

E entre as mulheres, apesar das pedras do caminho, algumas viram orgulho do gênero. Entre elas está Jailma Dantas (PT), que agora está se despedindo do quarto mandato e elegeu a sucessora também mulher, Patrícia Almeida (PT).

– Não é fácil, abdiquei de muitas coisas, mas estou orgulhosa.

Colaborou: Marcos Vinicius

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desrespeitos mulheres na política notícias sobre política política baiana

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