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LEVI VASCONCELOS

Caso Marielle, além da estupidez do assassinato, a podridão oficial

Confira a coluna de Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos
Imagem ilustrativa da imagem Caso Marielle, além da estupidez do assassinato, a podridão oficial
Foto: Renan Olaz | Câmara Municipal do Rio

Sempre se disse entre jornalistas que quando a polícia parte com tudo para desvendar um caso, desvenda. E eis que no caso do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco ficava uma pergunta intrigante: por que se tinha em mãos os assassinos, mas não os mandantes?

A resposta, agora se vê, é uma estupidez em cima da outra, porque um dos mandantes era simplesmente o delegado (Rivaldo Barbosa) que comandava a apuração do caso. Do ponto de vista da corrupção, é uma pérola diabólica, algo nunca visto na história recente.

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Se levarmos em conta que segundo a ciência política os três mais sublimes papéis do estado, pela ordem, é segurança, saúde e educação. dá para mensurar o tamanho da aberração, um assassinato, o pior dos crimes, praticado por quem ganhado Estado para evitá-los.

Impunidade — Surpreende também o currículo dos outros acusados de serem os mandantes. Chiquinho Brazão, o deputado federal, foi vereador do Rio por 12 anos, colega de Marielle e ainda diz que convivia bem com. Se caráter é a cara da alma, como dizem, eis aí o exemplo típico de um mau.

O outro, o irmão, Domingos Brazão, vereador no Rio, cinco mandatos de deputado estadual entre 1999 e 2015, quando foi para o TCE-RJ, apesar do largo histórico de processos acusado de corrupção.

Nos dois casos, a certeza da impunidade. Um, deputado federal mesmo após o assassinato. Outro, já conselheiro, e mandante. Em matéria de maus exemplos esse Rio de Janeiro dá e deixa.

Eduardo Salles, sobre a Coelba e ViaBahia: ‘Queremos incomodar’

Presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia, a que está pedindo a instalação de duas CPIs, uma para investigar a Coelba e outra contra a ViaBahia, o deputado Eduardo Salles (PP) diz não estar nem aí para críticos como o deputado federal João Carlos Paolilo Bacelar (PL), que diz serem tais iniciativas ‘inócuas’.

— O que nós queremos é incomodar, fazer barulho, mostrar que o povo baiano está sendo lesado.

A crítica de Bacelar se dá porque a Coelba e a ViaBahia tem conexões federais nos seus contratos e nesse contexto, a Alba não teria autoridade sobre as empresas.

— A Coelba ganha tudo na justiça. Até o direito de nós fazermos uma manifestação no pedágio de Candeias nos foi negado. Mas não vão nos tirar o direito de protestar sempre.

O pensamento de Eduardo é consenso na Alba.

Leandro liga o PT a Marielle

Bolsonarista ostensivo, o deputado Leandro de Jesus (PL) entrou na Assembleia com uma foto do tempo que o conselheiro do TRE-RJ, Domingos Brazão, era deputado estadual e apoiou o PT (leia-se Dilma em 2014), com uma conclusão toda dele:

— A pergunta sobre quem matou Marielle está respondida. Veio do ninho do PT.

Alguns que assistiram a cena se disseram perplexos. Acharam que ele exagerou.

Em Itagibá, as enchentes até deixaram um lado bom

Claro que enchentes causam transtornos de todo tipo, vezes até o pior, matando gente, mas nem tudo é ruim para todos. Marcos Oliveira Souza, fisioterapeuta, conhecido em Itagibá, na região de Ipiaú, exibe fotos de robustas tilápias pescadas no Rio Gongogi, um dos quatro que banha o município.

— A água em excesso perturbou, é certo como sem dúvida, mas também ficou um bom saldo para os pescadores.

E justo agora, na Semana Santa. Dr. Massagem ressalva que a alegria dos pescadores agora é um mal menor. Os peixes que eles pegam nos rios Gongogi e Rio de Contas são fugitivos de tanques de criadores, que escaparam com as cheias.

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Caso Marielle Franco corrupção Delegado estado mandantes Polícia

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