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FUTEBOL

Semifinais do Mundial: equilíbrio, tática e a evolução do futebol moderno

Tostão analisa as semifinais do Mundial, comenta estratégias táticas e destaca como o futebol tem evoluído dentro e fora de campo

Tostão*
Por Tostão
Renato Gaúcho comemora após Fluminense vencer o Al Hilal
Renato Gaúcho comemora após Fluminense vencer o Al Hilal - Foto: Lucas Merçon / Fluminense F. C.

Fluminense x Chelsea farão uma das semifinais do mundial de clubes. O Chelsea foi um pouco melhor que o Palmeiras na vitória por 2x1. O brasileiro João Pedro, recém-contratado pelo Chelsea, entrou no segundo tempo após chegar dois dias antes nos EUA e mostrou seu talento. Provavelmente, terá mais uma chance na seleção. Richard Rios foi novamente o melhor jogador do Palmeiras.

Fluminense e Al-hilal fizeram tudo igual. Utilizaram o mesmo esquema tático com uma linha de cinco (três zagueiros e dois alas), três no meio campo e dois no ataque, a mesma intensidade e estratégia, sem recuar nem avançar a marcação. Os dois times mostraram a mesma qualidade individual e coletiva, criaram as mesmas chances de gol, mas quem ganhou foi Fluminense por2x1, nos detalhes técnicos e na explosão emocional.

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PSG x Real Madrid

PSG e Real Madrid farão a outra semifinal. São as duas melhores equipes do mundial. PSG e Bayern fizeram jogo de altíssimo nível individual e coletivo. Quando comparamos o futebol que se joga no Brasil com o da Europa, pensamos nas principais equipes, como PSG, Real Madrid, Bayern, Barcelona. Na média das equipes a diferença não é grande.

O Real Madrid como se esperava ganhou do Borussia Dortmund. Tchouaméni voltou a jogar no meio campo. A maioria das equipes do mundial tem atuado com um trio de meio-campistas e/ou três zagueiros, o que não é habitual nas equipes brasileiras.

Três zagueiros

Uma equipe com três zagueiros pode ser defensiva ou ofensiva. Vai depender dos posicionamentos, da marcação mais adiantada ou mais recuada. Penso que a melhor estratégia de marcação é ainda a tradicional duas linhas de quatro, com poucos espaços entre as duas linhas. Cada defensor tem um protetor a sua frente. Muitos times jogam com uma linha de cinco atrás, mas com apenas dois ou três no meio campo para auxilia-los. Isso facilita para o adversário trocar passes na intermediaria e chegar com a bola dominada perto da área para finalizar.

As equipes que jogam com três zagueiros e com os alas avançados, costumam deixar muitos espaços nas costas dos alas. Os zagueiros tentam sair na cobertura e, com frequência, chegam atrasados e deixam muitos espaços pelo centro.

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No passado, o terceiro zagueiro jogava atrás dos outros dois para fazer a cobertura. Hoje, os três atuam em linha. É preciso separar também o zagueiro do passado que ficava atrás dos outros dois, do líbero que, além de fazer a cobertura, avançava e se tornava um meio-campista quando o time recuperava a bola. Beckenbauer foi o melhor dos líberos e um dos maiores jogadores da história.

Cada jogo, uma nova estratégia

Um dos recentes avanços do futebol é a mudança de estratégia de acordo com o adversário e, às vezes, em uma mesma partida, por situações inesperadas que acontecem e que não foram ensaiadas. Os grandes elencos e as atuais cinco substituições facilitam as trocas de jogadores e de esquemas táticos.

Como o futebol mudou bastante e ficou muito mais veloz penso que os treinadores deveriam abandonar o mito de que eles são essenciais durante as partidas nas laterais do campo para falar e gritar com os jogadores. Eles deveriam assistir ao jogo de cima de onde se enxerga melhor e daí conversariam com os auxiliares no campo.

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Fluminense futebol moderno Mundial de clubes semifinais tostão

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