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FUTEBOL

Clubes erram ao poupar demais e prejudicam espetáculo

Análise de Tostão aponta que técnicos exageram nas mudanças e perdem qualidade, mesmo com calendário apertado

Tostão
Por Tostão
Vitor Roque, do Palmeiras, disputa bola com o jogador do Corinthians
Vitor Roque, do Palmeiras, disputa bola com o jogador do Corinthians - Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Na ânsia e necessidade de poupar jogadores quando há partidas próximas pelo Brasileirão, Copa do Brasil e da Libertadores ou Copa Sul-americana, vários treinadores cometem equívocos nas escalações. Não há razão técnica para colocar todos os reservas em campo, como fizeram Corinthians e Palmeiras no final de semana pelo Brasileirão, além de ser um desrespeito ao torcedor em casa ou no estádio, que quer ver um bom futebol. O calendário é ruim, mas não se justifica.

As principais equipes deveriam sonhar em ganhar mais do que um título e até os três. Em vez de poupar todos, os clubes deveriam ter uns quinze titulares e alternar dois ou três a cada jogo para não perder a qualidade e o conjunto.

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Jogos do dia

Nesta quarta-feira, 6, pela Copa do Brasil, o Corinthians, fora de casa, tem a vantagem de um gol contra o Palmeiras. Não há favorito. Enquanto o Corinthians possui um esquema tático e os titulares bem definidos, o Palmeiras, com exceção de alguns titulares absolutos (Piquerez, Gustavo Gomes e Weverton), tem dois jogadores quase do mesmo nível nas outras posições. Abel Ferreira muda o desenho tático e a escalação de acordo com o momento e o adversário.

A principal dificuldade do Corinthians é não ter jogadores pelos lados que marcam e atacam, pois o time geralmente atua com uma linha de quatro defensores, um trio no meio campo e um meia centralizado à frente dos três, além de uma dupla de atacantes pelo meio.

A principal dificuldade do Palmeiras é, algumas vezes, preencher pouco o meio campo, pois joga apenas com dois no setor, um volante mais marcador e outro mais construtor. O meia ofensivo (Mauricio ou Raphael Veiga) atua próximo da área adversaria e não participa da marcação.

Atlético-MG x Flamengo

Outro clássico decisivo pela Copa do Brasil é Atlético-MG x Flamengo. O Galo joga em casa e tem a vantagem de um gol. O Flamengo tem jogado menos do que a expectativa criada. Gerson faz falta. O time joga normalmente com dois volantes em linha, deixando Arrascaeta isolado na armação das jogadas.

O Atlético-MG, mesmo em casa, vai repetir a eficiente estratégia usada na vitória, no Maracanã, de marcar mais atrás para contra-atacar com lançamentos mais longos nas costas dos zagueiros? Por outro lado, se o time ficar muito atrás, for pressionado e eliminado, Cuca será muito criticado. O perigo existe em qualquer estratégia.

Cruzeiro x CRB

O Cruzeiro, fora de casa, pela Copa do Brasil, enfrenta o CRB. O primeiro jogo terminou 0x0. Depois de duas fracas partidas , quando foi criticado, o Cruzeiro fez uma partida brilhante na vitória, fora de casa, por 2x0 contra o Botafogo. Nestes momentos, o Cruzeiro mostra o melhor futebol dos times brasileiros, com muita marcação em todo o campo, compactação e intensa movimentação.

Depois de seis vitórias seguidas, o técnico Crespo, do São Paulo, é a bola da vez, bastante elogiado, diferentemente do treinador anterior, Zubeldia, que passou a ser bastante criticado. Isso não significa que um é excepcional e o outro é péssimo. São momentos da carreira.

Os dois são bons. Por melhor que sejam as decisões dos treinadores, existem outros fatores importantes nas atuações e nos resultados das equipes. O futebol não é tão simples quanto parece.

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Tags

Análise Esportiva Brasileirão copa do brasil escalação Futebol

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