SE LIGA NA DICA!
Só 4 episódios: essa série da Netflix é ideal para ver nesta quinta
Produção baseada em crime real é a escolha ideal para uma maratona rápida

Com o fim de semana se aproximando, a vontade de ver boas produções aumenta e nada como uma série rápida que você pode assistir em um só dia e já pular para a próxima maratona. Na Netflix, O Monstro de Florença tem chamado atenção ao entregar uma história intensa em apenas quatro episódios.
Baseada em fatos reais, a minissérie mergulha em um dos casos criminais mais perturbadores da Itália. Durante quase duas décadas, um serial killer aterrorizou a região da Toscana, deixando um rastro de oito assassinatos duplos sempre com a mesma arma: uma Beretta calibre 22.
Leia Também:
Apesar do sucesso de público e de figurar entre as mais assistidas da plataforma, a produção não conquistou a crítica especializada, acumulando apenas 53% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Um crime real que virou obsessão
O caso retratado acompanha uma sequência de assassinatos que ocorreram entre as décadas de 1960 e 1980 e nunca foram totalmente resolvidos. A narrativa se inicia com o duplo homicídio de 1968, envolvendo Barbara Locci e Antonio Lo Bianco, crime que parecia solucionado na época.
No entanto, anos depois, novos assassinatos com a mesma arma reabrem a investigação, levando a polícia a revisitar o passado e explorar a chamada “pista sarda”, conectando suspeitos ao círculo social da vítima.
Ao invés de seguir uma linha tradicional de investigação, a série aposta em uma estrutura fragmentada. Cada episódio se concentra em um suspeito diferente, revisitando os mesmos eventos sob múltiplas perspectivas.
A técnica, próxima ao chamado efeito Rashomon, cria uma experiência que exige atenção do público e levanta dúvidas constantes sobre memória, verdade e versões conflitantes dos fatos. Mais do que responder quem é o culpado, a trama explora as tensões, mentiras e relações abusivas que permeiam a história.
Atmosfera densa e desconfortável
Dirigida por Stefano Sollima e coescrita com Leonardo Fasoli, a produção se distancia do formato tradicional de true crime ao focar nas origens do mal dentro de uma sociedade patriarcal e conservadora.
A ambientação aposta em cenários frios e silenciosos, com paisagens rurais e ambientes internos que reforçam a sensação de isolamento e desconforto. A direção evita exageros visuais e constrói tensão a partir de detalhes, silêncios e espaços vazios.
O elenco entrega performances intensas, com destaque para Valentino Mannias, que constrói um personagem ambíguo e inquietante, e Marco Bullitta, que retrata conflitos internos com precisão.
Outro ponto que chama atenção é a abordagem ética da violência. As cenas dos crimes evitam exploração gráfica e mantêm uma distância respeitosa, focando no impacto emocional em vez do choque visual.
Sucesso no streaming, recepção dividida
Mesmo com uma proposta ousada e narrativa diferente, a série conseguiu atrair grande público na Netflix. Ao mesmo tempo, a recepção crítica foi mais contida, especialmente por conta da estrutura não linear e da ausência de respostas definitivas.
Ainda assim, para quem busca uma maratona curta, intensa e baseada em um caso real, a produção se destaca como uma opção envolvente e difícil de esquecer.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




