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O filme de ação da Netflix que vai fazer você esquecer de respirar

Recém-chegado ao catálogo, longa já lidera o TOP 10 e chama atenção pela tensão constante

Beatriz Santos

Por Beatriz Santos

01/02/2026 - 19:01 h

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Na Terra de Santos e Pecadores não demorou a chamar atenção do público
Na Terra de Santos e Pecadores não demorou a chamar atenção do público -

Recém-lançado na Netflix, Na Terra de Santos e Pecadores não demorou a chamar atenção do público e já ocupa a primeira posição do TOP 10 da plataforma.

O desempenho imediato confirma o interesse dos assinantes por um thriller de ação que aposta menos em explosões contínuas e mais em uma tensão que se constrói aos poucos, e não dá trégua.

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Um sucesso rápido no streaming

A estreia recente foi suficiente para transformar o filme em um dos títulos mais comentados do momento.

Além do bom desempenho em audiência, o longa também conquistou a crítica: são 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, além de 74% de aprovação do público, números que reforçam a boa recepção e indicam um entretenimento sólido para quem busca ação com densidade dramática.

Um passado que não aceita descanso

Ambientado em 1974, o filme acompanha Finbar Murphy, personagem vivido por Liam Neeson, um homem marcado por um passado violento que decide se mudar para Glencolmcille, uma pequena cidade na costa irlandesa.

O objetivo é simples: desaparecer, viver em silêncio e tentar se redimir pelos pecados que carrega. Aos poucos, o espectador descobre o peso dessa culpa. Finbar é um alcoólatra que, após retornar da Segunda Guerra Mundial e perder a esposa, tornou-se um assassino de aluguel.

A tranquilidade aparente dura pouco. A rotina pacata é quebrada quando um grupo de terroristas do IRA se infiltra na cidade após um atentado que matou seis pessoas em Belfast. A violência, que parecia distante, volta a rondar Finbar, e a lembrá-lo de que certos passados não permitem aposentadoria.

Um vilarejo onde a violência está no ar

Na costa de um vilarejo remoto, a história começa envolta por uma paz que soa provisória. A paisagem é bela, quase pastoral, mas o filme deixa claro que ali nada permanece inocente por muito tempo. A ameaça não precisa estar explícita: ela surge nas conversas, nos olhares e no medo de que qualquer visita traga tudo de volta.

Finbar vive tentando desaparecer. Ele está cansado, perto do limite, buscando algum tipo de descanso depois de uma vida inteira de decisões sujas. A redenção que procura não tem nada de espiritual, é prática, dura e marcada por escolhas impossíveis.

O enredo gira em torno de um dilema central: Finbar quer parar, mas o mundo não deixa. Em uma terra onde certos crimes não podem ser enterrados nem pelo arrependimento nem pelo tempo, a história avança como um thriller de tensão crescente.

As ruas pequenas, o mar e o isolamento reforçam o contraste entre a beleza do lugar e a brutalidade do conflito que se aproxima.

O filme também explora a lógica de guerras invisíveis, em que disputas políticas atingem civis e cobram lealdades caras. Personagens como Doireann McCann e Curtis Eastwood dão rosto a esse conflito, ampliando a tensão para além do passado do protagonista.

Liam Neeson no limite

Liam Neeson entrega um Finbar cansado, distante do herói invencível. Ele ainda é perigoso, mas claramente preferia não precisar ser. O ator sustenta bem esse equilíbrio entre firmeza e desgaste, tornando o conflito interno tão importante quanto a ameaça externa.

A força do filme está em deixar esse embate moral acontecer sem discursos. A pergunta não é apenas matar ou não matar, mas quantas mortes alguém aceita carregar para impedir outras.

Kerry Condon acrescenta um eixo humano essencial à história, deslocando o foco da redenção individual para a responsabilidade coletiva, enquanto Desmond Eastwood representa a juventude moldada pela ideologia e pela violência.

Dirigido por Robert Lorenz, o longa respeita o próprio tempo. A narrativa é cadenciada, silenciosa quando precisa ser, e explosiva nos momentos certos. A paisagem irlandesa funciona como contraponto narrativo: quanto mais bonita, mais brutal parece a chegada da violência.

Ao misturar elementos de faroeste e noir, Na Terra de Santos e Pecadores se firma como um filme de ação que prefere tensão e atmosfera a excessos, explicando por que, mesmo recém-chegado, já se tornou o título mais visto da Netflix.

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