Busca interna do iBahia
HOME > CINEINSITE

CINEMA DA UFBA

Filme sobre revolucionário africano terá exibição única em Salvador

Diretor do filme é o argentino Carlos Pronzato

Júlio Cesar Borges*
Por Júlio Cesar Borges*
Amílcar Cabral Coração Pan Africano e Revolucionário
Amílcar Cabral Coração Pan Africano e Revolucionário - Foto: Divulgação

Amílcar Cabral, diplomata e organizador político, co-fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), foi o principal responsável pela libertação e independência da Guiné Bissau e Cabo Verde do domínio português na década de 1970. É sobre sua trajetória pessoal e política que trata o documentário Amílcar Cabral: Coração Pan Africano e Revolucionário, dirigido pelo cineasta Carlos Pronzato.

O filme tem exibição única marcada para esta quinta-feira, 24, às 19h, no Cinema da Ufba do Circuito de Cinema Saladearte. Os ingressos custam R$ 34 (inteira), R$ 17 (meia) e R$ 9 (comunidade Ufba).

Tudo sobre Cineinsite em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

REI DO POP

Cinebiografia de Michael Jackson passa por mudança drástica; entenda
Cinebiografia de Michael Jackson passa por mudança drástica; entenda imagem

IMPERDÍVEL

Quatro episódios: essa série da Netflix é uma das melhores do catálogo
Quatro episódios: essa série da Netflix é uma das melhores do catálogo imagem

EM CARTAZ

Quarteto Fantástico: veja o que está passando no cinema em Salvador
Quarteto Fantástico: veja o que está passando no cinema em Salvador imagem

Nascido em 1924, na cidade de Bafatá, na Guiné Bissau, Amílcar foi assinado aos 48 anos após dedicar boa parte da sua vida à luta anticolonial.

O longa de 1h25m reúne depoimentos dos principais investigadores e ativistas políticos da diáspora cabo-verdiana e guineense em Lisboa.

Participam desse documentário com seus depoimentos pesquisadores da Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra, Universidade Nova de Lisboa, o ex ministro de Educação Superior de Cabo Verde, António Correia e Silva, ativistas do Movimento Africano de Trabalhadores e Estudantes, além do poeta e ensaísta José Luís Hopffer Almada, o primeiro secretário do PAIGC.

A ideia para a construção do documentário, surgiu, segundo Pronzato, após a produção do seu último curta, Memórias do 25 de abril, 50 anos da Revolução dos Cravos, estreado em Lisboa, em 2024.

Ele conta que a celebração do centenário de Amílcar Cabral, em Portugal, foi o gatilho para se aprofundar na vida e obra do político.

“Eu estava completamente imbuído no tema dos Cravos, mas em setembro (2024) entrei em cheio no tema desta fundamental liderança e passei a conhecer a militância da diáspora africana nas periferias de Lisboa, além dos investigadores para captar os depoimentos”, relata Pronzato.

Na Revolução dos Cravos

Embora a liderança de Amílcar Cabral não tenha impactado diretamente na Revolução dos Cravos, golpe militar que derrubou a ditadura do Estado Novo, ocorrido em Portugal, no ano de 1974, sob comando de António Salazar, Pronzato defende que o processo de pesquisa foi facilitado pela aproximação dos temas.

“Todos sabem que esta revolução começou realmente na Guiné-Bissau, onde as tropas militares portuguesas estavam à beira de uma derrota acachapante, face às forças da guerrilha do Amílcar Cabral. A partir disso, decidiram que era o momento de ir à Lisboa derrubar a ditadura de Salazar e, assim, terminar com a guerra colonial”, ele explica.

A obra também exalta os 50 anos de independência de Cabo Verde e se insere nas comemorações do 50º aniversário da independência de vários outros países africanos de língua portuguesa, incluindo Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Temas urgentes

O documentário teve duas exibições de pré-estreia no Brasil: em maio, no Cinema Estação Botafogo, no Rio de Janeiro, e em junho no Cine Metrópolis/UFES, na cidade de Vitória, Espírito Santo. Em Cabo Verde, o lançamento aconteceu no Largo Memorial Amílcar Cabral, na Grande Feira do Livro da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, realizada na cidade de Praia, no dia 8 de julho.

Embora o filme seja de exibição única, o cineasta expressa sua vontade em fazer o filme circular por outros espaços, a exemplo de escolas e movimentos sociais.

“O intuito é sempre esse, mas muitas vezes depende dos órgãos públicos, que fariam muito mais fácil esta circulação se nos convidassem para isso. Não temos o tempo necessário para viver atrás da documentação para participar de editais, dada a urgência dos temas que abordamos. Fazemos o que está ao nosso alcance para circular pelo país”, declara Pronzato.

Momentos antes da exibição, às 18h, também está marcado o lançamento de dois livros escritos pelo diretor: O espírito da rebelião e outros contos em São Paulo, pela Editora Letra Selvagem e o livreto O silêncio das igrejas vazias, pela editora Tonner.

Quem é Carlos Pronzato?

O argentino Carlos Pronzato, além de cineasta e escritor, é poeta, teatrólogo e ativista social residente no Brasil.

Artista multifacetado, suas obras audiovisuais, teatrais e literárias destacam-se pelo compromisso com a cultura, a memória e as lutas populares na América Latina.

Já realizou cerca de 90 documentários e publicou mais de 30 livros. Em 2009, venceu o Prêmio Internacional Roberto Rossellini (Itália, 2009), e, no ano de 2021, ganhou o Prêmio Centenário Paulo Freire/Paulo Evaristo Arns, em São Paulo.

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Amílcar Cabral Carlos Pronzato cinema

Relacionadas

Mais lidas