SE LIGA NA DICA!
Esse filme de suspense indicado ao Oscar na Netflix é ideal para terça
Longa foi baseado em uma tragédia real que chocou o mundo


Estamos no início da semana, mas a vontade de assistir boas histórias continua mesmo em meio à correria da rotina. Pensando nisso, a Netflix tem uma opção que combina suspense, drama e acontecimentos reais para quem procura um filme envolvente para assistir sem precisar embarcar em uma longa maratona.
Indicado ao Oscar 2025 na categoria de Melhor Roteiro Original, Setembro 5 chegou ao catálogo cercado de elogios da crítica especializada.
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O longa também alcançou 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e vem chamando atenção por apresentar uma perspectiva diferente sobre um dos episódios mais marcantes da história contemporânea.
Baseado em fatos reais, o filme recria os acontecimentos do Massacre de Munique de 1972, mas deixa em segundo plano a visão tradicional dos eventos para focar em quem teve a missão de mostrar tudo ao mundo em tempo real: os jornalistas responsáveis pela cobertura da crise.
Uma tragédia que mudou a televisão
Durante os Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, a programação esportiva foi interrompida quando integrantes do grupo Setembro Negro invadiram a Vila Olímpica e fizeram 11 atletas israelenses reféns. O episódio acabaria se tornando um dos ataques mais conhecidos da história dos eventos esportivos.
Enquanto o mundo acompanhava os desdobramentos da crise, profissionais da emissora norte-americana ABC precisaram abandonar a cobertura das competições para lidar com uma situação inédita.
Sem preparação para um evento daquela magnitude, eles passaram a transmitir ao vivo um ataque terrorista que seria assistido por cerca de 900 milhões de pessoas.
O diferencial de 5 de Setembro
Ao contrário de outras produções que abordaram o atentado, como Munique (2005), dirigido por Steven Spielberg, o filme de Tim Fehlbaum concentra sua narrativa dentro da redação improvisada da ABC.
Grande parte da história se passa no centro de comando da emissora, acompanhando produtores, técnicos e jornalistas enquanto tentam entender o que está acontecendo em meio ao caos.
A decisão transforma a produção em um thriller tenso, que mostra cada escolha tomada sob pressão e seus possíveis impactos no desenrolar dos acontecimentos.
Outro aspecto que chama atenção é a recriação dos bastidores do jornalismo nos anos 1970. Sem internet, smartphones ou equipamentos modernos, a equipe precisava recorrer a walkie-talkies, telefonemas e câmeras pesadas para levar informações ao público em tempo real.
Dilemas que continuam atuais
Mais do que recontar um episódio histórico, o longa utiliza a tragédia para discutir questões que seguem presentes no jornalismo contemporâneo. A narrativa mostra profissionais tentando equilibrar a necessidade de informar com os riscos de transmitir determinados acontecimentos ao vivo.
Ao direcionar o olhar para os monitores, salas de controle e bastidores da transmissão, Tim Fehlbaum explora os dilemas éticos envolvidos na cobertura de uma crise global.
A produção também relembra que o atentado ocorreu apenas 29 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial e teve como vítimas atletas israelenses em solo alemão.
O resultado é uma obra que combina suspense, reconstrução histórica e reflexão sobre o papel da imprensa diante de acontecimentos extremos.
Vale a pena?
Para quem gosta de filmes baseados em fatos reais, histórias sobre jornalismo e narrativas construídas sob alta tensão, 5 de Setembro entrega uma experiência envolvente do início ao fim.
A indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e os 91% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes ajudam a explicar por que o longa se tornou uma das produções mais comentadas do catálogo.
Com ritmo acelerado, atmosfera claustrofóbica e uma abordagem diferente sobre um acontecimento amplamente conhecido, o filme surge como uma das opções mais interessantes para assistir na Netflix durante a semana.


