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Fapesb lança edital para financiar projetos inovadores

Terceira edição do Programa Centelha tem investimentos previstos de R$ 4 milhões

Redação
Por Redação
Equipe da startup Blu
Equipe da startup Blu - Foto: Gabriel Pinheiro / Secti-BA

Lançado com o propósito de transformar boas ideias em negócios que contribuam para o desenvolvimento do estado, o Programa Centelha chega à terceira edição ampliando as oportunidades para quem quer empreender com criatividade e tecnologia. O programa oferece cursos, orientação e apoio financeiro para ajudar na criação de produtos, serviços e soluções inovadoras que atendam às necessidades de setores importantes da economia baiana.

Com um investimento total de R$ 4 milhões, o Centelha 3 vai apoiar até 47 projetos, cada um podendo receber até R$ 86 mil para colocar as ideias em prática. A iniciativa, liderada pela Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), que é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Finep, CNPq e parceiros como o Confap e a Fundação CERTI. Do valor total disponibilizado, R$ 3 milhões vêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 1 milhão é a contrapartida estadual da Fapesb.

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Nas duas primeiras edições realizadas na Bahia, 83 negócios inovadores foram apoiados, consolidando o Centelha como uma das principais iniciativas de incentivo à criação de empresas de base tecnológica no estado. Agora, a expectativa é alcançar mais pessoas e ampliar o impacto do programa. Além do recurso financeiro, os selecionados poderão receber, por meio do CNPq, bolsas de até R$ 50 mil para apoiar a formação e o trabalho de profissionais envolvidos no desenvolvimento das ideias.

Participante da edição anterior do edital, Táris Macedo, fundadora da startup Puba, junto com a sócia Acsa Magalhães, faz questão de ressaltar a importância do programa em sua caminhada. “O programa me ensinou o que fazer e o que não fazer em uma execução de subvenção: desde organização financeira, prestação de contas, até gestão técnica e administrativa do projeto”, detalha.

A empreendedora explica que, além do aprendizado, o Centelha acelerou a maturidade de sua empresa. “Conseguimos validar nossos insumos, realizar testes avançados, estruturar processos, montar a biofábrica e avançar com segurança técnica e regulatória”, afirma. “O programa também criou conexões importantes e nos inseriu no ecossistema de inovação de forma muito mais sólida.”

Acsa Magalhães e Táris Macedo, sócias da startup Puba
Acsa Magalhães e Táris Macedo, sócias da startup Puba - Foto: Divulgação

Transformação

Entre os diversos negócios acelerados na Bahia pelo Centelha também está a startup Prettu’s Bee. Nayara Alves, doutora em Ciências Agrárias, conta que a empresa nasceu do Centelha. “O programa me permitiu transformar uma linha de pesquisa em um negócio real, com impacto direto na sociedade”, comemora. “Participar das mentorias, dos eventos de inovação e ampliar meu networking foi sensacional. Ali, percebi que minhas ideias não precisavam virar apenas mais um artigo: elas podiam se transformar em soluções concretas.”

Juca Muthier, CEO da startup Blu, concorda que o Centelha permite que o empreendedor possa transformar sua ideia em um negócio real. “O apoio da Fapesb foi fundamental para o desenvolvimento do nosso negócio”, avalia. “O financiamento e o acesso a uma rede de parceiros, proporcionados pela Fundação, nos permitiram acelerar etapas importantes no desenvolvimento da nossa solução.”

Os beneficiários do programa não têm dúvida em recomendar a experiência a outros empreendedores. “Se alguém tem uma ideia guardada, algo que pulsa no peito, o Centelha é o lugar certo para dar vida a isso”, afirma Nayara. “Participar é dar o primeiro passo rumo a um futuro que você ainda nem consegue imaginar, mas já existe esperando por você.”

Táris acrescenta a rápida aceleração que o Centelha proporciona aos negócios. “O empreendedor entra no programa com uma ideia e sai com um negócio muito mais preparado para o mercado”, avalia. “Então, para quem tem uma solução inovadora e está disposto a aprender, evoluir e colocar a mão na massa, o Centelha Bahia é uma oportunidade que vale muito a pena.”

A empreendedora Nayara Alves
A empreendedora Nayara Alves - Foto: Divulgação

Política de Estado

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, professor Marcius Gomes, relembra o fato de a Bahia liderar os investimentos públicos no país ao comentar a importância do fomento promovido pela Fapesb. “O governador Jerônimo Rodrigues, com muito trabalho e dedicação, colocou a Bahia em destaque como o estado que mais tem investimentos públicos”, destaca. “Esses investimentos também estão presentes na ciência, tecnologia e inovação. O Centelha, assim como os diversos editais que a Fapesb lançou nos últimos anos, reforçam essa estratégia de fortalecimento da política de inovação no estado da Bahia.”

Para o diretor-geral da Fapesb, Handerson Leite, o programa é uma porta de entrada para quem deseja empreender com inovação. “O Centelha é a ponte entre a criatividade e o empreendedorismo”, explica. “Nosso objetivo é criar condições para que boas ideias se tornem negócios capazes de gerar desenvolvimento tecnológico, econômico, emprego e renda na Bahia.”

O Centelha é aberto a qualquer pessoa, mesmo que ainda não tenha empresa aberta, desde que apresente uma proposta com potencial de se transformar em um produto ou serviço inovador. A seleção acontece em duas etapas: a primeira avalia a ideia e a segunda analisa a viabilidade técnica, financeira e comercial do projeto. O edital completo está disponível no site da Fapesb (https://www.fapesb.ba.gov.br/), na aba Editais.

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Desenvolvimento Econômico empreendedorismo Fapesb inovação Programa Centelha secti tecnologia

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