Busca interna do iBahia
HOME > CARNAVAL
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

"VAI SER INESQUECÍVEL"

Mãe que desfilou na infância volta ao Ibéji com as filhas gêmeas

Jéssica, 33 anos, revive memórias no bloco afro infantil e destaca a importância das raízes

Iarla Queiroz

Por Iarla Queiroz

15/02/2026 - 15:34 h

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Jéssica, o marido e as filhas
Jéssica, o marido e as filhas -

No meio da explosão de cores do Carnaval, o desfile do Bloco Afro Infantil Ibéji segue outro compasso: o da memória, da identidade e da formação cultural desde cedo.

Para Jéssica, 33 anos, a história com o bloco começou ainda na infância.

Tudo sobre Carnaval em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

“Eu acompanho o bloco desde quando eu era criança”, conta. Depois de um período afastada, ao retornar para Salvador, decidiu que precisava reviver a experiência — agora ao lado dos filhos Hilary, Mezute e Hannah.

Quando anunciou em casa que iriam desfilar, ouviu do filho: “O que é Ibéji?”. A resposta veio carregada de significado. “Você vai saber. Vai ser inesquecível na sua vida.”

Ela explica que Ibéji significa gêmeos na tradição afro-brasileira — e, no caso dela, o simbolismo é ainda mais forte: as meninas são gêmeas. “Eu não poderia deixar de vir”, afirma.

“Tem que permanecer”

Ao falar sobre a importância do bloco infantil, Jéssica é direta: “Com certeza tem que permanecer.”

Para ela, o Carnaval não é apenas território adulto. “É um momento de alegria, de diversão, não só para os adultos.”

Ela acredita que o bloco proporciona algo mais profundo às crianças. “A criança se descobre de uma forma surreal”, diz. Para a mãe, estar na avenida é também reconhecer identidade, fortalecer raízes e manter viva a essência cultural.

“Temos a nossa essência, temos as nossas raízes, que não podem ficar despercebidas”, reforça.

Rei Mominho e o orgulho da família

Desde 2023, Vanessa Santana também desfila com a família no Ibéji. Mãe de Ananda e Vinícius e tia de Ayana, ela vive o bloco como celebração coletiva.

Neste ano, Vinícius ocupa um posto especial: será Rei Mominho. O título já havia sido conquistado por ele em 2024 e se repete em 2026.

Vanessa e as filhas
Vanessa e as filhas | Foto: Iarla Queiroz

“É muito gratificante”, afirma Vanessa. Para ela, a alegria do desfile é contagiante. “É muito bom, muito gostosa, muito divertida.”

Mas o significado vai além da festa. “O bloco traz essa ancestralidade, traz a cultura negra, a cultura afro”, destaca. Segundo ela, colocar as crianças na avenida é garantir que as raízes “não se acabem” e continuem vivas no Carnaval.

Identidade que começa cedo

Entre mães que retornam à avenida e filhos que ocupam o protagonismo, o Ibéji transforma o Carnaval em espaço de pertencimento.

“Vai ser inesquecível”, disse Jéssica ao filho. Na avenida, a frase deixa de ser promessa e vira legado.

Carnaval ao vivo é no A TARDE!

Acompanhe os trios, artistas e a folia em tempo real na transmissão especial do A TARDE.

Assista no Youtube Youtube icon

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

bloco infantil carnaval Cultura Afro-Brasileira Educação Cultural Identidade Cultural memória coletiva

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Jéssica, o marido e as filhas
Play

Tony Salles surpreende fã ambulante e chama pra subir no trio; veja vídeo

Jéssica, o marido e as filhas
Play

“Olê, olê, olá, Lula, Lula”: BaianaSystem puxa coro para presidente na Avenida

Jéssica, o marido e as filhas
Play

Vídeo: Lula chega ao Carnaval de Salvador ao lado de Janja

Jéssica, o marido e as filhas
Play

Briga de casal termina com homem ferido por garrafada no Campo Grande

x