CARNAVAL
Filhos de Jorge evita lados em briga de Daniela Mercury: "A festa é democrática"
A banda reforçou que a prioridade dos artistas deve ser a entrega de um repertório de qualidade

Atração do Camarote Brahma do sábado, 14, os integrantes da banda Filhos de Jorge comentaram as recentes controvérsias envolvendo a cantora Daniela Mercury e outros artistas no Carnaval de Salvador. Questionados sobre o clima de tensão nos bastidores e na avenida, o grupo defendeu que o foco da festa deve ser o folião e a democracia do Carnaval, minimizando as disputas por espaço ou protagonismo.
"O Carnaval é uma festa democrática e já começa por aí. É uma festa feita para a rua", afirmou Arthur, um dos vocalistas. Sobre os desdobramentos das polêmicas, que em alguns casos chegaram à instância judicial, a banda preferiu não apontar culpados. "Quem está certo ou errado, acho que não temos o mérito para dizer. O pensamento do coletivo é que precisamos focar no que a rua quer", pontuou.
Para a Filhos de Jorge, o público baiano é diversificado o suficiente para abraçar todos os estilos e gerações. "A rua quer a música de Bell Marques, quer a música de Daniela [Mercury], quer a música da Filhos de Jorge. Tem espaço para todo mundo", destacou o vocalista, fazendo uma analogia com o clima da capital: "O sol de Salvador é quente demais e tem espaço para todos, independente da hora da saída".
A banda encerrou reforçando que a prioridade dos artistas deve ser a entrega de um repertório de qualidade, misturando o balanço, as músicas antigas e as novas estéticas. Segundo o grupo, a única preocupação real deve ser levar a música de Carnaval para a pista e garantir a diversão de quem aguarda o ano inteiro pela festa.
Nova Era do Axé Music
A banda reforçou sua posição sobre a identidade sonora do Carnaval da Bahia. Em conversa sobre a "nova era" do Axé Music, os integrantes destacaram que, embora a festa seja plural e aberta a novos ritmos, o protagonismo regional deve ser preservado a qualquer custo.
"O Carnaval é plural, é tudo muito bem-vindo. Mas o protagonismo tem que ser da nossa música da Bahia. Isso para mim é inegável e inegociável", afirmou Dan Vasco. A banda exemplificou essa abertura ao citar a participação da banda Menos é Mais em seu projeto de forró, defendendo que a mistura de ritmos é positiva, desde que haja respeito ao espaço de cada gênero.
Com uma trajetória que remonta a 2008, sob a fundação de Papito e Gilmar Gomes, a Filhos de Jorge consolidou-se como referência no cenário local. A formação atual, que conta com a experiência de oito anos de estrada de seus vocalistas, celebra o impacto de seu trabalho na renovação do Axé.
"Estamos felizes em saber que nos tornamos referência com o passar do tempo. Muita experiência que pegamos na estrada nos faz entender o caminho e estamos felizes em contribuir para que a história da Bahia continue acontecendo", concluíram os artistas, reafirmando o compromisso com a cultura baiana durante a folia momesca.
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