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'QUEIMA DE ARQUIVOS'

"Sicário", mercenário de Daniel Vorcaro, morre após ser preso pela PF

Homem foi preso em meio à investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master

Gustavo Nascimento

Por Gustavo Nascimento

04/03/2026 - 21:26 h

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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário” -

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, morreu na Superintendência Regional de Minas Gerais após ser preso nesta quarta-feira, 4, segundo informações da Polícia Federal. O homem foi detido em meio à investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

A PF vai abrir uma investigação interna para apurar o caso. O ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), terá acesso a imagens que mostram a dinâmica da morte de Sicário.

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Ainda segundo a PF, policiais iniciaram procedimento de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou "Sicário" para o Hospital João XXIII, mas ele não resistiu.

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Quem era Sicário?

As investigações apontam que Sicário tinha papel central na organização criminosa supostamente chefiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Em resumo, o papel dele era executar ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

Conversas obtidas pela Polícia Federal mostram ordens de Vorcaro para Sicário levantar dados de uma empregada, intimidar funcionários e planejar agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Intimidação de funcionários:

Em algumas das mensagens obtidas pela PF, Sicário informa a Vorcaro que monitorava um ex-funcionário e se oferecia para usar “A Turma” para intimidar pessoas, incluindo um funcionário que teria feito uma gravação indesejada envolvendo o banqueiro.

Os dois trocaram dados pessoais dos alvos, com Vorcaro incentivando que fossem levantadas informações de outros dois funcionários, sugerindo intimidar um deles para assustar o outro. “O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar", diz um dos trechos.

Ameaças contra empregada:

Em outro trecho das conversas, Vorcaro relata ter sofrido ameaças de uma empregada, ordenando que Sicário obtenha seu endereço e demais dados. “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda", disse Vorcaro.

Pressão e ameaças a jornalista:

Os diálogos também contém ameaças contra o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, após reportagens consideradas negativas. Nas conversas, Vorcaro sugere monitorar o jornalista, além de "mandar dar um pau" e "Quebrar todos os dentes. Num assalto".

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crime FRAUDES investigação Morte polícia federal

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