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Governo cobra empresas aéreas por preços altos após acordo de voos

Duas empresas haviam firmado um acordo de ‘codeshare’, formalizado em 2024

Gustavo Zambianco
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Gol e Azul são cobradas sobre acordo de voos
Gol e Azul são cobradas sobre acordo de voos - Foto: Divulgação | Embraer

A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou as duas empresas aéreas Gol e Azul para prestarem esclarecimentos sobre o acordo de codeshare, trato em que duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo e os mesmos padrões de serviço.

Entre os pontos solicitados pelo governo, está o envio de uma justificativa sobre o aumento dos preços das passagens identificado após o acordo de compartilhamento de voos.

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O Ministério da Justiça e Segurança informou que as empresas notificadas ainda não apresentaram respostas, porém, seguem dentro do prazo legal previsto para que a notificação seja respondida, disse o ministério em nota à CNN.

Na notificação, a Secretaria Nacional do Consumidor solicitou que as empresas apresentem respostas sobre os seguintes pontos:

  • Todas as rotas abrangidas pelo acordo, com origem, destino, operadora e datas;
  • As datas exatas de assinatura, vigência e encerramento;
  • A cópia integral dos contratos relacionados ao codeshare;
  • A lista de reuniões, comitês ou grupos de trabalho conjuntos, com atas e documentos;
  • Esclarecimento de eventuais coordenações entre as empresas na reorganização da malha;
  • A lista de rotas descontinuadas no período de vigência do acordo, com justificativas;
  • Informações sobre rotas com redução de frequência no período de vigência do acordo, com justificativas;
  • Informações sobre rotas incluídas ou reativadas após o término de vigência do acordo, com justificativas;
  • Informações sobre rotas com ampliação de frequência após o término de vigência do acordo, com justificativas;
  • Que as empresas informem, de forma individualizada, a taxa de ocupação média das rotas envolvidas pelo acordo (a) nos seis meses anteriores ao acordo; (b) durante a vigência do acordo, e (c) após a vigência do acordo;
  • Que as empresas informem, de forma individualizada, a taxa de cancelamento de voos nas rotas envolvidas pelo acordo(a) nos seis meses anteriores ao acordo; (b) durante a vigência do acordo, e (c) após a vigência do acordo;
  • Que as empresas informem, de forma global, o número de reclamações no SAC das companhias às rotas abarcadas pelo acordo (a) nos seis meses anteriores ao acordo; (b) durante a vigência do acordo, e (c) após a vigência do acordo;
  • Que as empresas informem, de forma global, o número de reclamações no site “Reclame Aqui” relativas às rotas abarcadas pelo acordo (a) nos seis meses anteriores ao acordo; (b) durante a vigência do acordo, e (c) após a vigência do acordo;
  • Que as empresas informem, de forma global, o número de ações judiciais relativas às rotas abarcadas pelo acordo ajuizadas (a) nos seis meses anteriores ao acordo; (b) durante a vigência do acordo, e (c) após a vigência do acordo;
  • Em relação às rotas envolvidas pelo acordo, as empresas devem apresentar os preços médios por rota (a) nos seis meses anteriores ao acordo; (b) durante a vigência do acordo, e (c) após a vigência do acordo;
  • Enviar justificativa sobre os aumentos de preço eventualmente identificados.

O pedido para que o governo investigue o acordo de codeshare partiu do IPS Consumo (Instituto de Pesquisa, Estudo da Sociedade e Consumo).

Na solicitação, a entidade alega supostas infrações do Código de Defesa do Consumidor, decorrentes do acordo de codeshare firmado entre as empresas.

Leia Também:

“Imediatamente após o início do acordo de codeshare entre AZUL e GOL, identificou-se um movimento de racionalização coordenada de malha pelas empresas, reduzindo sobreposições de voos e concentrando a operação de certas rotas em apenas uma companhia”, diz o documento do IPS Consumo enviado à secretaria.

Em setembro, ambas empresas anunciaram o fim do acordo de compartilhamento de voos, que foi formalizado pelas companhias em maio de 2024.

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