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SAÚDE PÚBLICA

Governador descarta envolvimento do PCC em intoxicação por metanol

O metanol não altera cor, cheiro ou sabor da bebida e só pode ser detectado em laboratório

Leilane Teixeira
Por
Ministério da Saúde confirma mortes e prepara nota técnica sobre sintomas
Ministério da Saúde confirma mortes e prepara nota técnica sobre sintomas - Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou, nesta segunda-feira, qualquer envolvimento de facções criminosas na fabricação e venda de bebidas adulteradas com metanol, responsáveis por mortes e internações em São Paulo.

Em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio explicou que existem duas suspeitas:

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  • que o metanol tenha sido usado para aumentar o volume das bebidas falsificadas;
  • ou os responsáveis tenham confundido o metanol com etanol puro, o que teria causado a contaminação.

O governador destacou que o problema está ligado à reutilização ilegal de garrafas que deveriam ser destinadas à reciclagem. Esses recipientes são comprados em mercados clandestinos, facilitando a falsificação. Ele afirmou ainda que pedirá à Justiça a destruição de garrafas, rótulos e selos apreendidos, após a coleta de mais de 7 mil unidades suspeitas em operações recentes.

Secretário também descarta

O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, também descartou a participação do PCC ou de outras facções, afirmando que o crime “é de baixo lucro se comparado ao tráfico de drogas”.

Segundo ele, os presos até o momento não têm vínculos com o crime organizado, embora formem uma associação criminosa sem estrutura hierárquica. Vinte pessoas foram detidas, incluindo o principal fornecedor de insumos usados na falsificação.

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Bebidas sob suspeita

Os casos de intoxicação envolvem destilados, como vodca e gin, apontados como os mais suscetíveis à adulteração. Já cerveja, vinho e chope apresentam menor risco, principalmente quando vendidos em latas, por serem mais difíceis de manipular.

Como evitar o risco

O metanol não altera cor, cheiro ou sabor da bebida e só pode ser detectado em laboratório. Por isso, as autoridades orientam a comprar apenas em locais confiáveis, verificar lacres e selos fiscais, desconfiar de preços muito baixos e descartar garrafas vazias para impedir o reuso por falsificadores.

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bebidas falsificadas crime destilados fiscalização metanol PCC Polícia Civil São Paulo segurança pública Tarcísio de Freitas

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