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ESTRATÉGIA

Eduardo Cunha mira Minas para retomar protagonismo nacional

Ex-deputado usa estrutura da filha em Brasília e constrói império de rádios evangélicas em Minas Gerais

Rodrigo Tardio
Por
Trajetória de Cunha é marcada por recordes e polêmicas
Trajetória de Cunha é marcada por recordes e polêmicas -

O ex-deputado federal, Eduardo Cunha, pelo visto não é homem de aceitar o ostracismo. O político que mudou os rumos do Brasil ao deflagrar o impeachment de Dilma Rousseff em 2015 está de volta ao jogo, desta vez, em solo mineiro.

Com o pé no Triângulo e os olhos na Zona da Mata, o ex-deputado articula a ressurreição política através de um tripé clássico: Bíblia, boi e bola.

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O QG no gabinete

Embora não tenha mandato, Cunha é presença constante nos corredores da Câmara Federal. Ele transformou o gabinete da filha, a deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ), em seu centro de operações. Ali, despacha com aliados e desenha estratégias, circulando pelo Distrito Federal em carros oficiais da Casa. Recentemente, foi visto em agendas que variam de jantares com o atual presidente da Câmara, Arthur Lira, a visitas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O império "Maravilha"

O projeto de retorno passa pelo microfone. Assim como iniciou sua carreira no Rio de Janeiro, Cunha está montando uma rede de comunicação em Minas Gerais. Já são sete CNPJs ligados à sua família e aliados.

As Emissoras: Sob o nome "Maravilha", as rádios já operam em Belo Horizonte, Guarani e Uberaba.

O próprio Cunha assume o microfone para ler versículos bíblicos, reforçando o laço com a base evangélica (Assembleia de Deus).

As concessões na Zona da Mata (Leopoldina e Além Paraíba) garantem que seu sinal cruze a fronteira, atingindo eleitores tanto em Minas quanto no Rio.

A cronologia da queda

A trajetória de Cunha é marcada por recordes e polêmicas. Eleito presidente da Câmara em 2015, tornou-se o principal antagonista do PT. Contudo, o poder ruiu com o avanço da Operação Lava Jato. Acusado de manter contas secretas na Suíça e receber propina por contratos da Petrobras no Benin (África), teve o mandato cassado em setembro de 2016 e foi preso logo em seguida.

Após anos de reclusão e uma transição para a prisão domiciliar durante a pandemia, Cunha recuperou o fôlego jurídico. Uma liminar suspendeu sua inelegibilidade, permitindo que ele voltasse a mirar as urnas.

Foco em 2026

A escolha de Uberaba como base não é por acaso. O Triângulo Mineiro é um polo do agronegócio e do conservadorismo.

Ao unir a força do rádio com alianças entre pastores e políticos locais, Cunha tenta provar que, na política brasileira, o "dia seguinte" pode demorar uma década, mas ele sempre chega.

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Tags

agronegócio comunicação eduardo cunha evangélicos Impeachment Política brasileira

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