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Dilma: "Manter a memória para que essa tragédia não se repita"

Ex-presidente, torturada pela ditadura, diverge de Lula e defende que o golpe de 1964 seja lembrado

Da Redação
Por Da Redação
Dilma defende que a história do golpe militar não se perca para prevenir novas ameaças à democracia
Dilma defende que a história do golpe militar não se perca para prevenir novas ameaças à democracia - Foto: Fábio Pozzebom | Agência Brasil

Relembrar para não permitir que se repita. Com esse espírito a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que atualmente comanda o Banco do Brics (entidade que reúne os países emergentes), relembrou os 60 anos do golpe militar neste domingo, 31.

A petista, que foi presa e torturada durante a ditadura, defendeu que manter a memória e a verdade é "crucial para assegurar que essa tragédia não se repita". A declaração foi publicada em seu X (antigo Twitter), onde Dilma, que comandou o Brasil de 2011 a 2016, associou o golpe de 1964 à tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.

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O posicionamento da ex-presidente contrasta com o veto do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a atos públicos que relembrem os 60 anos do golpe. Lula chegou a afirmar que a ditadura militar "faz parte do passado" e que não ia "ficar remoendo" a história.

Presa aos 22 anos, Dilma foi torturada e chegou a ter um de seus dentes arrancado a socos. "Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente deslocou-se e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para SP, o Albernaz [capitão Alberto Albernaz] completou o serviço com um soco, arrancando o dente", contou a ex-presidente à Comissão Estadual de indenização às Vítimas de Tortura de Minas Gerais, em 2001.

Foi Dilma quem sancionou a lei que criou a Comissão Nacional da Verdade, em 2012. No evento de entrega do relatório, em 10 de dezembro de 2014, ela disse que o trabalho da comissão ajudaria a afastar "fantasmas de um passado doloroso e triste".

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Comissão da Verdade dilma rousseff ditadura golpe militar memória histórica tortura verdade

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