Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL

BRASIL

Desigualdade de renda cai e atinge menor nível histórico no país

Nordeste lidera como a região mais desigual em 2024

Redação
Por Redação
Apesar de melhoria, Brasil ainda é um país bastante desigual
Apesar de melhoria, Brasil ainda é um país bastante desigual - Foto: UENDEL GALTER

O índice de Gini, mensurou que a desigualdade de renda voltou a cair no Brasil em 2024, após um ano de estabilidade. A queda renovou o menor patamar de uma série histórica iniciada em 2012, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, o indicador recuou a 0,506, o que representa uma baixa de 2,3% em relação ao nível de 0,518 registrado em 2023 e 2022. Até então, esse era o menor valor da série.

Tudo sobre Brasil em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

"Inegavelmente, o Brasil ainda é um país bastante desigual, mas em 2024 a gente observa uma melhoria da distribuição de renda comparando diferentes indicadores", explica Gustavo Geaquinto Fontes, analista da pesquisa do IBGE.

Como é calculado o índice Gini

O índice Gini é uma medida que quantifica a concentração de renda. Sua escala varia de 0 (igualdade máxima) a 1 (desigualdade máxima). O índice é calculado a partir do rendimento médio domiciliar per capita.

Quanto menor o resultado, mais baixa é a disparidade entre os extremos da população. Quanto maior o número, mais alta é a concentração dos ganhos.

No caso do Brasil, o Gini é calculado exclusivamente a partir de uma pesquisa domiciliar, a (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Pnad Contínua. Outros países utilizam dados administrativos ou combinam pesquisas domiciliares com dados administrativos, diz o instituto.

Leia Também:

JUROS AUMENTOU

BC aumenta Selic e Brasil vai a 3º de maiores juros reais do mundo
BC aumenta Selic e Brasil vai a 3º de maiores juros reais do mundo imagem

ECONOMIA

Vendas da Tesla despencam ao nível mais baixo em 2 anos
Vendas da Tesla despencam ao nível mais baixo em 2 anos imagem

NOVO CARGO

Ex-presidente do Banco Central, Campos Neto vai trabalhar no Nubank
Ex-presidente do Banco Central, Campos Neto vai trabalhar no Nubank imagem

Demais dados de renda

Outro dado divulgado pelo instituto que aponta para a mesma direção é a razão do rendimento médio domiciliar per capita (por pessoa) dos 10% mais ricos da população e dos 40% mais pobres.

Em 2024, os 10% mais ricos recebiam o equivalente a 13,4 vezes a renda dos 40% mais pobres no Brasil, com rendas que variam de R$ 8.034 e R$ 601, respectivamente. Segundo o IBGE, apesar dos altos índices de desigualdade, essa foi a menor razão da série iniciada em 2012. O pico ocorreu em 2018 (17,1 vezes), antes da pandemia de Covid-19.

A maior desigualdade da série medida pelo Gini ocorreu em 2018 (0,545).

Os dados integram a Pnad, e o levantamento mostra dados além do mercado de trabalho. Há ainda informações sobre recursos obtidos por meio de iniciativas como aposentadorias, programas sociais do governo, pensões e aluguéis.

Desigualdade por Estado

O nordeste permaneceu como a região mais desigual no ano passado (0,502), mesmo com a queda de 1,4% frente à divulgação anterior. Já o Sul, registrou novamente o menor índice de Gini em 2024 (0,460), apesar da elevação de 1,3% ante 2023.

Com exceção do Sul, as demais regiões repetiram o comportamento do Brasil e registraram, em 2024, os menores níveis do Gini na série histórica. A maior redução (-3,3%) ocorreu no Sudeste (0,491). O indicador recuou 2,2% no Centro-Oeste (0,487) e no Norte (0,489).

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

Desigualdade Desigualdade de renda ibge índice Gini Nordeste pobreza

Relacionadas

Mais lidas