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Alerta vermelho: massa de ar quente coloca 8 estados em "grande perigo" no Brasil

Inmet estende aviso de grande perigo até a próxima segunda-feira, 29

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em
No Rio de Janeiro, máximas atingiram 41°C e o sistema de saúde municipal entrou em regime de sobrecarga
No Rio de Janeiro, máximas atingiram 41°C e o sistema de saúde municipal entrou em regime de sobrecarga - Foto: Tomaz Silva I Agência Brasil

Uma massa de ar quente e seco de intensidade excepcional mantém oito estados brasileiros sob alerta vermelho de "grande perigo", de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O fenômeno, que eleva as temperaturas em até 5°C acima da média histórica, atinge todos os estados do Sudeste, além de áreas do Paraná, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul. O aviso de emergência é válido, a princípio, até as 18h da próxima segunda-feira, 29.

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A persistência desse bloqueio atmosférico impede a chegada de frentes frias, derrubando os índices de umidade relativa do ar para níveis críticos, entre 30% e 45%.

O impacto severo foi sentido durante o feriado de Natal. Na capital paulista, a estação do Mirante de Santana registrou 35,9°C na última quinta-feira (25) — a maior temperatura para o mês de dezembro desde 1961, superando o recorde anterior de 35,6°C.

Impacto nos serviços públicos

O calor extremo gerou reflexos imediatos no abastecimento e na saúde. Em São Paulo, o governo estadual emitiu um alerta para a redução do consumo de água, após a demanda saltar 60% em determinadas regiões, pressionando os mananciais da Grande São Paulo.

No Rio de Janeiro, onde as máximas atingiram 41°C, o sistema de saúde municipal entrou em regime de sobrecarga. Entre os dias 23 e 24 de dezembro, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 973 atendimentos por sintomas relacionados ao calor, como tontura, fraqueza e desmaios.

Atualmente, todos os 92 municípios fluminenses estão sob aviso meteorológico, com 22 cidades em níveis de risco severo ou extremo.

Orientações e contrastes

Autoridades sanitárias reforçam que a população deve intensificar a hidratação, evitar bebidas alcoólicas e a exposição solar direta entre 10h e 16h. O uso de proteção solar e roupas leves é considerado essencial para mitigar o estresse térmico.

Enquanto o Centro-Sul do país enfrenta o ar seco, a Região Sul vive um cenário oposto. O Rio Grande do Sul permanece em estado de atenção para tempestades severas.

Previsões indicam acumulados de chuva superiores a 300 mm em uma semana, com rajadas de vento acima de 100 km/h e queda de granizo, consolidando um quadro de extremos meteorológicos simultâneos no território nacional.

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alerta meteorológico Calor extremo fenômenos meteorológicos mudanças climáticas saúde pública umidade do ar

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