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SAÚDE MENTAL

Psiquiatra confirma diagnóstico de Pedro, ex-BBB 26, e faz alerta

Caso exposto nas redes levanta debate sobre saúde mental

Beatriz Santos
Por
O ex-brother segue internado após sofrer um novo surto psicótico
O ex-brother segue internado após sofrer um novo surto psicótico - Foto: Reprodução | TV Globo

A psiquiatra Natácia Brasil afirmou nesta sexta-feira, 3, que o ex-participante do Big Brother Brasil 26, Pedro Henrique Espíndola, foi diagnosticado com TAB (Transtorno Afetivo Bipolar). A declaração foi feita em um vídeo divulgado no Instagram.

O ex-brother segue internado após sofrer um novo surto psicótico. A informação foi compartilhada nas redes sociais de Pedro Henrique Espíndola com o objetivo de esclarecer seu comportamento recente e responder aos ataques que ele vem recebendo desde que deixou o reality.

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Pedro Henrique Espíndola desistiu do programa em 18 de janeiro, após tentar beijar a participante Jordana Morais sem consentimento. Na ocasião, o apresentador Tadeu Schmidt informou ao público que, caso o competidor não tivesse apertado o botão de desistência, seria expulso pela produção.

Diagnóstico de bipolaridade

Em uma postagem divulgada em sua conta no Instagram, a Dra. Natácia afirmou que o caso de Pedro Henrique Espíndola é classificado como um "quadro de difícil controle".

"Sob solicitação da família e dos representantes jurídicos do paciente Pedro Espíndola, venho explicar um pouco sobre o quadro clínico nesse momento devido à grande repercussão midiática e ao sofrimento do mesmo diante de ataques e agressões verbais", afirmou a médica.

A profissional explicou que a divulgação do diagnóstico ocorreu a pedido da família e da defesa do ex-BBB, com o objetivo de ampliar a compreensão pública sobre a condição.

Alerta sobre saúde mental

A especialista destacou que o TAB (sigla referente ao transtorno) não deve ser encarado apenas como uma oscilação de humor, mas como uma condição que pode afetar diretamente a vida do indivíduo se não houver intervenção médica adequada.

"O TAB é um desafio contínuo na vida da pessoa que sofre dessa condição. Famílias estão se desfazendo, carreiras se destruindo e pessoas com grande potencial sendo paralisadas e vivendo o caos devido a uma condição de saúde mental que tem tratamento!", alertou a psiquiatra.

Ao finalizar o comunicado, a Dra. Natácia Brasil reforçou a importância do diagnóstico precoce e do apoio familiar para evitar consequências mais graves.

"Você que está passando dificuldades com uma pessoa do seu círculo próximo e entende que as atitudes 'não estão normais', procure ajuda médica. Marque uma consulta para que a pessoa receba conhecimento, se identifique e se submeta a tratamento, antes que essa condição cobre um preço alto demais a ser pago", concluiu.

Até o momento, a equipe de Pedro Henrique Espíndola, responsável por suas redes sociais, não informou previsão de alta hospitalar.

O que é o transtorno bipolar

O transtorno afetivo bipolar é caracterizado por variações intensas de humor, alternando entre episódios de depressão e fases de euforia. A condição é dividida em dois tipos principais.

O tipo 1 afeta cerca de 1% da população mundial e apresenta episódios mais intensos de euforia, com sintomas como excesso de confiança, irritabilidade e até alucinações. Já o tipo 2 atinge entre 0,5% e 2% das pessoas e é marcado por períodos mais prolongados de depressão e episódios mais leves de euforia.

Os primeiros sinais costumam surgir entre os 16 e 25 anos, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria. Durante as fases de euforia, o diagnóstico pode ser mais difícil, já que o paciente nem sempre reconhece os sintomas, podendo apresentar comportamentos impulsivos como consumo de álcool, uso de drogas e jogos de azar.

Também conhecido pela sigla TAB, o transtorno tem origem associada a fatores biológicos, e estudos indicam que entre 10% e 20% dos filhos de pessoas com a condição podem desenvolvê-lo.

Veja o vídeo:

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