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POLICIAIS VÍTIMAS E SALÁRIO BAIXO

Morte de delegada expõe luta por melhorias na profissão

Representante dos delegados desabafou sobre as condições de trabalho ao Portal MASSA!

Pedro Moraes | Portal Massa!
Por Pedro Moraes | Portal Massa!
Corpo de Patrícia apareceu às margens da BR-324, perto da cidade de São Sebastião do Passé
Corpo de Patrícia apareceu às margens da BR-324, perto da cidade de São Sebastião do Passé - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Encontrada morta no último domingo, 11, a delegada Patrícia Jackes entrou para a lamentável estatística de policiais assassinados na Bahia. O número de ataques contra agentes da segurança pública é uma realidade do cotidiano nacional.

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Desta vez, o crime é tratado como feminicídio, mas ações criminosas como essas, apesar de recorrentes, exaltam cada vez mais o trabalho comprometido de cada agente em prol da sociedade. Ainda assim, mesmo com o trabalho de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, a policial virou vítima dentro da própria casa, onde foi alvo de agressões.

Durante conversa com o Portal MASSA! sobre os crimes contra agentes das forças de segurança, o presidente do Sindicato dos Delegados do Estado da Bahia (ADPEB), Jorge Figueiredo, relatou que, apesar da consciência sobre o risco de morte, o reconhecimento segue sendo um dos principais obstáculos.

“Cada dia mais vai aumentando o número de policiais sendo vítimas, que perdem suas vidas em prol do serviço. Esse sentimento de risco é uma coisa que nós aceitamos como parte de nossa atribuição, o que às vezes é difícil de aceitarmos é o reconhecimento salarial da valorização da profissão. Nos questionamos porque é uma atividade de risco, que você não leva só para você, estende para toda sua família, traz o risco para dentro de casa”, avaliou.

Família insegura

A cada morte de um policial, o valor da pensão da cota familiar se inicia em 50% do salário recebido pela vítima. Em contrapartida à aflição pelo valor considerado baixo pela categoria, o prazer em proteger a sociedade civil é a válvula de escape dos servidores.

“Isso é muito ruim, você está ali disposto a dar sua vida em prol da sociedade, mas tem certeza que sua família ao mesmo tempo não vai ter um amparo que você gostaria. A gente convive com isso, a gente busca essa melhoria, esse reconhecimento, mas a gente não coloca isso na balança quando é em jogo está a vida da sociedade”, refletiu em entrevista.

Relembre o caso

O corpo de Patrícia apareceu às margens da BR-324, perto da cidade de São Sebastião do Passé, na madrugada deste domingo, 11.

O suposto autor do feminicídio denunciou, a princípio, um sequestro sofrido por ele e pela companheira, o qual, a princípio, foi descartado pela Polícia Civil, conforme apurado pelo reportagem.

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adpeb patricia jackes Sindicato dos Delegados do Estado da Bahia

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