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Igualdade e expansão: os pilares da nova gestão da Defensoria da Bahia

Ao Portal A TARDE, Camila Canário compartilhou os desafios e objetivos de sua gestão

Isabela Cardoso
Por Isabela Cardoso
A defensora pública-geral da Bahia, Camila Angélica Canário
A defensora pública-geral da Bahia, Camila Angélica Canário - Foto: Uendel Galter/ Ag A TARDE

Camila Angélica Canário tomou posse em março como defensora pública-geral da Bahia (DPE-BA) pelos próximos dois biênios (2025-2027). Com trajetória na defesa dos direitos humanos e igualdade de gênero, ela é a sétima mulher a ocupar o alto cargo. Titular na área de Auditoria Militar desde 2019, tem se dedicado à ampliação da representatividade feminina nas carreiras militares e pretende fortalecer parte dessa pauta durante sua gestão.

Em entrevista ao Portal A TARDE, Camila compartilhou os desafios e objetivos de sua gestão, pautada em quatro pilares centrais: transparência, inovação, eficiência e diálogo. "A gente vive esse período de transição, que é um período muito próprio de fazer um diagnóstico da instituição, esse período também onde é importante a gente fixar quais são os desafios estruturais que a gente encontra agora, para que a gente possa eleger as nossas prioridades."

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Além disso, a defensora-geral ressaltou o compromisso com a justiça social, destacando a importância da Defensoria como uma instituição extrajudicial. “A maioria das pessoas conhece o papel judicial da Defensoria Pública, mas um dos grandes focos que nós teremos na nossa gestão é exatamente mostrar a nossa capilaridade e potencialidade extrajudicial. A Defensoria Pública vem com essa faceta de promover e de divulgar muito mais o seu potencial extrajudicial”, afirmou.

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Camila Canário também reconheceu um dos grandes desafios da DPE-BA: a ampliação da atuação no estado. Atualmente, a Defensoria está presente em cerca de 50 comarcas, de um total de 203 na Bahia. "Esse é um grande desafio que vai exigir de nós o fomento ao processo de expansão, mas esse fomento precisa acontecer de maneira estruturada, responsável e organizada. Porque mandar um defensor ao interior não é só pensar no defensor, é pensar em toda a estrutura que precisa dar a guarnição para que ele desenvolva um bom trabalho", explicou.

A defensora-geral pontuou que quer usar sua gestão para ampliar o alcance da Defensoria e garantir um atendimento mais eficiente e inclusivo. "Eu enxergo essa oportunidade com muito otimismo, com muita vontade de fazer diferente, de gerar transformação social na vida das pessoas, de reposicionar institucionalmente a Defensoria Pública do Estado da Bahia e de mostrar que é possível a gente construir uma sociedade livre, justa e desprovida de preconceitos”, destacou.

Representatividade feminina

Camila enfatizou também a importância de mulheres ocuparem cargos de liderança, especialmente em áreas tradicionalmente dominadas por homens. “Uma mulher ocupar o cargo de Defensora Pública Geral tem uma importância muito grande em termos de representatividade, porque infelizmente ainda é um tabu a presença de mulheres na política e na chefia de institucionalidades", afirmou.

Encontro da defensora geral no Grupo A TARDE
Encontro da defensora geral no Grupo A TARDE - Foto: Uendel Galter/ Ag A TARDE

Outro ponto que está no radar da nova gestão é a regularização do Núcleo Especializado na Defesa da Mulher (Nudem). "A violência feminina é uma chaga social, são muitos os índices que apontam que as violências em torno da mulher merecem medidas por parte das instituições. Então o meu sonho vai ser regularizar, legalizar a existência do núcleo de defesa da mulher. A gente precisa estruturar ele melhor e fazer com que ele exista também de direito, como uma coordenação autônoma dentro da estrutura organizacional da Defensoria Pública”, disse.

A defensora-geral também reforçou seu compromisso com a promoção da justiça de forma menos burocrática e mais acessível à população vulnerável. "A maioria das pessoas conhece o papel judicial da Defensoria Pública, mas um dos grandes focos que teremos na nossa gestão é exatamente mostrar nossa capilaridade e potencialidade extrajudicial. A gente pode servir como um grande filtro a litigiosidade judicial, inclusive, trabalhando mediação, trabalhando composição, conciliação, fixação de fluxos administrativos que viabilizem que as pessoas alcancem o sentimento de justiça”, afirmou.

Em visita institucional nesta quarta-feira, 2, Camila foi recebida pelo presidente do Grupo A TARDE, João de Mello Leitão; pelo diretor da A TARDE FM, Eduardo Dute; pela diretora de Conteúdos e Projetos Especiais, Mariana Carneiro; e pela diretora do Núcleo Digital, Caroline Gois.

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Camila Canário Defensoria Pública da Bahia Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) direitos humanos dpe-ba igualdade de gênero

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