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PORTO DE ARATU

CS Portos pretende sextuplicar capacidade de grãos até 2024

Investimentos nos terminais ATU 12 e ATU 18 vão ser de R$ 600 milhões nos próximos três anos

Rodrigo Tardio
Por Rodrigo Tardio
| Atualizada em
Marcos Tourinho é diretor-presidente da CS Sports
Marcos Tourinho é diretor-presidente da CS Sports - Foto: Olga Leira | Ag. A Tarde

Após vencer a concessão de dois terminais no Complexo Portuário de Aratu, em 2020, denominados ATU12 e ATU18, a CS Portos pretende investir pelo menos R$ 600 milhões nestes equipamentos, nos próximos três anos. A expectativa é a geração de 600 empregos diretos no período da obra, e outros 200 empregos diretos para operação e gestão dos terminais. Durante visita ao Grupo A TARDE nesta quarta-feira, 10, o diretor-presidente da CS Ports, Marcos Tourinho, disse que também é esperado o aumento, em seis vezes, da capacidade de movimentação, passando de 2,5 milhões para 13,5 milhões de toneladas por ano.

"Na primeira fase, investimos R$ 70 milhões nestas reformulações. Já na segunda fase, que é mais pesada, vão ser investidos R$ 600 milhões, sem precisar parar a operação natural, já que montamos um cronograma para a operação desses atuais dois milhões de toneladas", afirmou Tourinho.

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A área do ATU 12 é de aproximadamente 155 mil m², ocupada por uma instalação de movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais, como fertilizantes, concentrado de cobre, minério de manganês e coque de petróleo. Já o ATU 18 possui área de aproximadamente 51 mil m². Trata-se de uma instalação de movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como grão de soja, farelo de soja, trigo e malte.

Segundo a empresa, alguns pontos serão prioridades a partir de agora, como a criação de um novo berço no ATU18, a reforma estrutural do TGS I, localizado no ATU12, a aquisição de carregadores e descarregadores de navios, esteiras transportadoras, implementação de um novo armazém para fertilizantes, toda a parte de pavimentação e construção das balanças, tombadores e silos, além das vias terrestres.

"Nos preocupamos com a segurança das operações, melhor controle de cargas e do fluxo de pessoas dentro dos terminais; construímos guaritas e portarias nos píeres, implantamos sistema de câmera, CFTV para o controle da movimentação dos produtos, pavimentação, drenagem e recuperação do armazém, já que, quando chovia, molhava os produtos", reforçou o diretor-presidente.

Ainda de acordo com Marcos Tourinho, a maior riqueza no agronegócio vem do interior do estado, sobretudo da região Oeste. Ele destaca ainda a importância do investimento na malha ferroviária, já que os carregamentos precisam chegar de forma competitiva à costa.

"O aumento da malha ferroviária viabilizaria o desenvolvimento do Estado da Bahia. Também não estaríamos perdendo [em relação a outros estados] no quesito escoamento, como cargas de minério de ferro, que são produzidas aqui na Bahia e são escoadas por Sergipe, em terminal da VLI. Isso sem falar nas cargas saindo por intermédio de Navegantes-SC e Paranaguá- PR", finalizou.

Durante a visita ao Grupo A TARDE, Marcos Tourinho esteve acompanhado de Paula Pedrão, diretora de Comunicação e Sustentabilidade da SIMPAR, holding que administra as empresas JSL, Movida, Vamos, CS Infra, CS Brasil, Automob e Banco BBC Digital. Eles foram recebidos por Caroline Gois, Diretora do Núcleo Digital do Grupo A TARDE, Mariana Carneiro e Thiago Décimo, líderes do Núcleo de Projetos Especiais, Marluce Barbosa, Gestora Executiva e Comercial, Eduardo Dute, Gestor do Marketing, e Andrea Silveira, coordenadora do Setor de

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ATU 12 ATU18 CS PORTOS Investimentos MODERNIZAÇÃO Porto de Aratu

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