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CRIME ORGANIZADO

Conheça o TCP, facção que supostamente estaria se unindo ao BDM

O Terceiro Comando Puro (TCP) é uma facção criminal carioca que surgiu em 2002

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Um dos quartéis generais da facção é o Complexo de Israel.
Um dos quartéis generais da facção é o Complexo de Israel. - Foto: Reprodução / Fabiano Rocha /Agência O Globo

Um comunicado que circula nas redes sociais, supostamente ligado a integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM), anuncia uma importante alteração na estrutura e na nomenclatura da organização criminosa baiana. Segundo a mensagem, o grupo passará a se identificar como Terceiro Comando Puro (TCP), alinhando-se formalmente a uma das facções mais influentes do Rio de Janeiro. A decisão, segundo a nota, vem como resposta à pressão crescente de grupos rivais, principalmente do Comando Vermelho (CV), além de ser uma estratégia para reforçar o domínio e a rede de atuação no cenário do crime organizado.

Quem é o Terceiro Comando Puro (TCP)

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O Terceiro Comando Puro (TCP) é uma facção criminal carioca que surgiu em 2002, após uma cisão interna do Terceiro Comando, organização que já enfrentava tensões entre líderes. A fundação do TCP ocorreu em meio a uma revolta no presídio de segurança máxima Bangu 1, onde a eliminação dos antigos líderes do Terceiro Comando criou espaço para a ascensão de novas lideranças, incluindo Nei da Conceição Cruz, o "Facão". Desde então, o TCP se consolidou como um rival direto do Comando Vermelho (CV) e se tornou uma das facções mais organizadas e violentas do Rio de Janeiro.

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Entre os líderes atuais do TCP estão figuras como Thiago da Silva Folly, o “TH”, que comanda o tráfico de drogas no Complexo da Maré; Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, que atua no Complexo de Israel; e Bruno da Silva Loureiro, conhecido como “Coronel”, que tem influência na zona oeste carioca. O grupo também conta com outros membros de destaque, como Marcelo Santos das Dores, o “Menor P”, e Rafael Alves, conhecido como “Peixe”, ambos detidos em operações da polícia. No fim da última década, a facção também foi identificada em negociações com milicianos, o que facilitou a expansão de seu território.

Além de sua rivalidade com o CV, o TCP se distingue por sua ideologia e pela forma como busca controlar territórios. Os líderes, muitos deles evangélicos, adotaram um discurso religioso para legitimar sua autoridade e até fazem uso de símbolos como a bandeira de Israel, buscando exercer uma influência rígida nas áreas onde atuam.

Laços entre BDM e TCP fortalecem o tráfico entre estados

Os laços entre o Bonde do Maluco e o TCP se intensificaram ao longo dos anos, com a aliança trazendo novos desafios para as forças de segurança na Bahia e no Rio de Janeiro. No último dia 10 de outubro, uma operação da Polícia Civil do RJ, que buscava o líder Álvaro “Peixão” no Complexo de Israel, prendeu oito integrantes do TCP, incluindo o baiano Jeimes Cassiano Lisboa, o “Jeimes” ou “Lavezzi”, um dos elos entre as duas facções. Segundo as investigações, Jeimes desempenhava um papel-chave nas negociações de armamento e munição, enviando suprimentos bélicos para fortalecer a atuação do BDM na Bahia.

Com a integração entre os grupos e a adoção da marca TCP pelo Bonde do Maluco, as autoridades monitoram possíveis novos focos de atuação e a ampliação das áreas de influência de ambas as facções, prevendo que a conexão interestadual represente um potencial aumento nos conflitos e na circulação de armas em diversas regiões.

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aliança Bahia Bonde do Maluco crime facção TCP

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