IRREGULARIDADES
Câmara de Feira confirma pagamento indevido de R$ 1,44 milhão em obra
Documento aponta falhas na execução do contrato e define medidas contra empresa contratada

Por Kenna Martins*

A Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS) homologou o relatório final que apura irregularidades no contrato firmado com a empresa ART Projetos Construções e Serviços Ltda. na execução da obra do prédio anexo do Legislativo, onde funcionam gabinetes dos vereadores e outros departamentos da Casa.
O documento, publicado no Diário Oficial do Município (DOM), foi aprovado por meio do Ato da Presidência nº 001/2026 e confirma a existência de pagamentos indevidos que somam R$ 1.440.778,15, valor considerado prejuízo aos cofres públicos.
De acordo com a Comissão Especial responsável pela apuração, foram identificadas inconsistências entre os valores pagos e os serviços efetivamente realizados na obra. Parte do montante desembolsado pela Câmara não teve comprovação técnica suficiente que justificasse os pagamentos, caracterizando a irregularidade.
A investigação teve início no ano passado, a partir da Portaria nº 179/2025, com o objetivo de analisar a execução físico-financeira do contrato firmado com a empresa responsável pela construção do prédio anexo.
Durante a tramitação do processo administrativo, a empresa contratada chegou a pedir a suspensão da apuração, alegando irregularidades no procedimento. No entanto, o pedido foi indeferido pela Presidência da Câmara, que considerou a condução do trabalho da Comissão regular, com respeito ao contraditório e à ampla defesa.
Medidas determinadas pela Câmara
Com a homologação do relatório, a Câmara Municipal determinou uma série de providências para responsabilizar a empresa e buscar o ressarcimento dos valores pagos indevidamente. Entre as principais medidas estão:
- Glosa dos valores irregulares, cancelando oficialmente os pagamentos que não correspondem aos serviços executados
- Abertura de processo administrativo de cobrança, com o objetivo de reaver o valor identificado no relatório (R$ 1.440.778,15)
- Aplicação de sanções administrativas à empresa contratada, conforme previsto na legislação
- Encaminhamento do caso aos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM), para análise e eventuais desdobramentos
Reforço na fiscalização
Além das medidas contra a empresa, o relatório recomenda o fortalecimento dos mecanismos internos de fiscalização da CMFS, visando evitar novos problemas em contratos futuros e garantir maior transparência no uso dos recursos públicos.
*Kenna Martins é correspondente do Grupo A Tarde em Feira de Santana
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