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INVESTIGAÇÃO

Alvo de operação da PF, médico baiano causa nova polêmica ao tomar posse na ABRASCI

A operação da PF identificou um esquema de fabricação, fracionamento e distribuição irregular das canetas emagrecedoras

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Na solenidade, Gabriel assumiu a cadeira 308, cujo patrono é o cientista Luc Montagnier
Na solenidade, Gabriel assumiu a cadeira 308, cujo patrono é o cientista Luc Montagnier - Foto: Divulgação

O médico baiano Gabriel Almeida tomou posse como membro da Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura (ABRASCI) em uma cerimônia realizada no Congresso Nacional, em Brasília, na segunda-feira, 8. A presença do cirurgião no evento chamou atenção porque, há duas semanas, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga uma suposta rede dedicada à produção e comercialização clandestina de canetas emagrecedoras.

Na solenidade, Gabriel assumiu a cadeira 308, cujo patrono é o cientista Luc Montagnier, ganhador do Prêmio Nobel pela descoberta do HIV. Formado em Medicina pela Universidade Estadual de Alagoas (2005), o baiano tem especialização em Cirurgia Geral e ganhou projeção nas redes sociais, onde reúne mais de 755 mil seguidores e produz conteúdo sobre emagrecimento e temas ligados à saúde.

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Gabriel Almeida, conhecido nas redes sociais por conteúdos sobre obesidade e estratégias de emagrecimento, e por circular em jatinho próprio. Ele se apresenta como escritor, palestrante e professor de médicos.

Operação da PF

A operação Slim, da Polícia Federal, identificou um esquema de fabricação, fracionamento e distribuição irregular das canetas emagrecedoras.

Segundo a investigação, o grupo mantinha uma estrutura de produção em condições sanitárias inadequadas e atuava em escala considerada incompatível com o que é permitido para manipulação magistral de medicamentos.

Os agentes relataram ainda indícios de produção em série, o que é proibido fora da indústria farmacêutica.

No dia 27 de novembro, a operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão, incluindo ações em residências, clínicas e na sede da Unikka Pharma, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com a PF, era ali que eram manipuladas e produzidas as ampolas de Tirzepatida — substância ativa do Mounjaro — sem atender às normas que regulam a manipulação individualizada. Apenas um laboratório tem autorização da Anvisa para vender a Tirzepatida em grande escala.

Além disso, foram encontrados anabolizantes, implantes hormonais e outros produtos manipulados em ambientes sem autorização para produção em larga escala.

De acordo com a Polícia Federal, Gabriel é o principal nome da quadrilha de profissionais da saúde, clínicas e laboratórios que produziam o medicamento sem autorização. Nos últimos anos, ele publicou diversos livros sobre sobre emagrecimento.

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O que diz a defesa?

A defesa de Gabriel Almeida nega qualquer prática ilegal. Em nota, afirmou que o médico “não fabrica, não manipula e não rotula medicamentos” e classificou a acusação como “fática e tecnicamente impossível”.

A equipe jurídica também reforçou que a relação dele com a tirzepatida, substância usada em medicamentos como o Mounjaro, seria “apenas científica e acadêmica”, vinculada à atuação clínica e à docência.

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ABRASCI brasília crime Gabriel Almeida investigação medicina Operação policial polícia federal redes sociais Saúde

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