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Os territórios baianos na disputa eleitoral

Confira artigo do professor Cláudio André de Souza

Cláudio André de Souza*
Por Cláudio André de Souza*

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Imagem ilustrativa da imagem Os territórios baianos na disputa eleitoral
- Foto: Olga Leiria / Ag. A TARDE

Em 2022, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) venceu no segundo turno em 22 dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. Já ACM Neto foi majoritário em apenas cinco territórios (Costa do Descobrimento, Extremo Sul, Litoral Sul, Metropolitano de Salvador e Portal do Sertão), o que resume o desafio estrutural que a oposição enfrenta na disputa pelo governo estadual em 2026.

O que isso quer dizer para a estratégia da oposição? Que o único reduto territorialmente sólido de Neto em diferença de votos na Bahia é o Território Metropolitano de Salvador, onde se concentram 24% do eleitorado baiano e onde o ex-prefeito acumula capital político sólido construído ao longo de quatro mandatos conquistados seguidamente pelo seu grupo político na capital. Ou seja, dos cinco territórios vitoriosos pela oposição, somente o Território Metropolitano conseguiu dar a Neto ampla vantagem absoluta e proporcional (485.000 votos de vantagem) nas eleições passadas.

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Vale lembrar que o mapa das prefeituras de 2024 revelou o tamanho desse problema no restante do estado. PSD, Avante, PT e MDB formam os quatro vetores municipalistas que sustentam a hegemonia governista nos territórios, convertendo presença local em potencial de voto como a grande arma governista neste momento. Na Chapada Diamantina, o PSD dominou com a conquista de dez prefeituras. No Baixo Sul e no Litoral Sul, o Avante liderou a vitória de prefeitos.

No Portal do Sertão, a margem de apenas 2,45 pontos percentuais entre Jerônimo e Neto (48,76 x 51,24%) revela o equilíbrio entre as forças, sendo que os partidos com mais prefeituras no território foram o PSD (7), União Brasil (3), MDB (2), Avante (2) e PT (2), ou seja, a base governista apresenta mais força no território de Feira de Santana.

O comportamento destemperado do prefeito Bruno Reis (União Brasil) ao negar agenda com o presidente Lula durante o carnaval e ao acusar o petista por uma farra etílica que impediu os governos estadual e federal de inaugurarem o Residencial Zulmira Barros precisa ser lido como cálculo, não como um mero acidente. Ao adotar um discurso de confronto mais frequente com o campo governista, o prefeito está diante de uma pressão política, já que o Território Metropolitano é o ativo mais estratégico da oposição baiana.

A pressão ocorre diante de um cálculo estratégico da base governista ao construir agendas de peso na Região Metropolitana: o VLT, o Metrô no Campo Grande, a Ponte Salvador-Itaparica e a chegada do conglomerado de indústrias ligadas à instalação da BYD em Camaçari. Na prática, a base governista mede força na capital e no interior.

A disputa pelos 27 territórios medirá a força da polarização no estado. Na prática, o embate principal deve ser mesmo nas bordas da capital e nas maiores cidades baianas a testar a força do governo e da oposição desde já na pré-campanha.

Professor adjunto de Ciência Política da UNILAB e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRB. E-mail: claudioandre@unilab.edu.br

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Tags:

eleições Jerônimo Rodrigues ponte salvador-itaparica

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