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A Cultura da Bahia reabrindo porta

Confira o artigo de Bruno Monteiro

Bruno Monteiro*
Por Bruno Monteiro*

A Bahia celebra mais um equipamento cultural que traz consigo a virtude de preservar, mas também o potencial de inovar. Situada no coração do Pelourinho, a nova Caixa Cultural se instala no Palacete Saldanha, historicamente associado ao Liceu de Artes e Ofícios, para resgatar a memória, escrever novas histórias e reafirmar o lugar que a cultura ocupa nas políticas públicas do Governo do Estado.

Resultado direto da articulação entre o Governo da Bahia, o Governo do Brasil e a Caixa, em um momento em que o governo Lula volta a investir em cultura com seriedade, escala e continuidade, a nova Caixa Cultural é mais do que a retomada de um prédio imponente, que respira séculos de arte e resistência. É também o reconhecimento do valor que o Pelourinho tem para a vida cultural da Bahia.

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Foram muitos os discursos preconceituosos que, por décadas, tentaram associar, e até mesmo reduzir o Pelourinho a um conjunto de estigmas. Mas o governador Jerônimo Rodrigues jamais abriu mão de reafirmá-lo como um território que se desenvolve e que produz vida por meio da cultura.

Levar a maior unidade da Caixa Cultural do país para o Pelourinho é, portanto, fruto de uma decisão política clara, que recoloca a cultura no centro da construção de uma infraestrutura urbana pública orientada pela cidadania, pelo desenvolvimento e pelo pertencimento.

É nesse sentindo que essa entrega se soma a outras articulações que vêm ampliando a infraestrutura cultural da Bahia: das iniciativas que viabilizaram a chegada do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) aos diálogos permanentes com instituições como o Banco do Nordeste, entre outras parcerias que temos buscado para que o estado tenha equipamentos culturais com programação, formação e encontro com o público. Para nós, política cultural é sinônimo de rede: equipamentos, agendas e de janelas que se multiplicam para que a cultura se fortaleça em sua dimensão cidadã, simbólica e econômica.

A Bahia tem vocação evidente para fazer da economia da cultura um vetor de desenvolvimento qualificado. Nossa diversidade e potência criativa se traduzem em trabalho, renda, inovação e circulação. E exigem políticas e equipamentos à altura.

Daí a importância da nova Caixa Cultural, que se apresenta como mais uma possibilidade de circulação cultural. Por isso, quando celebramos a nova sede no Palacete Saldanha, celebramos um compromisso com o patrimônio vivo, com o Pelourinho como lugar de criação e desenvolvimento e com uma política cultural que produz acesso, fortalece redes e amplia circulação. A cultura é, talvez, o nosso modo mais profundo de produzir cidade. E é com ela que seguimos reabrindo portas, ocupando espaços e fazendo do futuro um lugar onde caiba a Bahia inteira.

*Secretário de Cultura do Estado da Bahia
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Caixa Cultural cultura na Bahia desenvolvimento urbano patrimônio cultural pelourinho políticas públicas

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